Neste domingo (25) Papa Francisco será recebido por milhares de cristãos em Belém. A missa na Praça da Manjedoura estará lotada segundo os responsáveis locais. "Não temos mais bilhetes de entrada para a praça, que terá 9 a 10 mil pessoas, nunca houve tanta gente neste pequeno espaço. Isso mostra que há uma grande expectativa, não só dos católicos mas também dos ortodoxos”, informou o vigário do Patriarcado Latino de Jerusalém, D. William Shomali.

Segundo o Vigário, somente em Gaza, onde há apenas 200 católicos, as autoridades emitiram 700 autorizações a cristãos de várias confissões que queriam ver o Papa.
Cinco anos depois de terem recebido Bento XVI, os palestinos vão acolher Francisco vindo de Amã em helicóptero, sobrevoando o muro de separação junto do qual presidirá à Missa.
No altar, um painel artístico de 14 metros de comprimento por seis de largura, apresentará o presépio e também no qual figuram Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, bem como São Francisco de Assis.
Francisco será o primeiro Papa a falar do ‘Estado da Palestina’, denominação adotada pelo Vaticano para referir-se ao território e aos seus responsáveis políticos.
Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, receberá o Papa antes do encontro no palácio presidencial de Belém.
O itinerário sublinha a posição favorável à solução de dois Estados, Israel e Palestina, defendida pela Santa Sé e apresenta uma novidade: pela primeira vez, um Papa vai entrar em território palestino sem ter passado previamente por solo israelita.
Depois da Missa, Francisco se dirigirá para a ‘Casa Nova’, anexa ao Convento Franciscano, para almoçar com algumas famílias da Palestina. Em seguida, fará uma visita privada à Basílica da Natividade e à gruta.
O Papa visitará ainda refugiados em Dheisheh, onde vivem cerca de 15 mil pessoas e se encontrará com um grupo de crianças provenientes de diversos campos, antes de deixar o território palestino rumo a Israel.
Os cristãos na Palestina representam 1,25 % da população na Palestina (50 mil cristãos para mais de 4 milhões de habitantes), mas eram mais de 10% em 1948.
Em Belém, a percentagem de cristãos chegou a ser de 80 % da população, mas hoje é de pouco mais de 18%.
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