Por Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R. Em Notícias

Missão é prioridade para Província Redentorista de São Paulo

Missão Redentorista é prioridade

História a ser recordada
Quando os redentoristas alemães foram convidados para trabalhar no Brasil, aqui chegando em 1894, estabeleceram suas casas em Aparecida e Campinas de Goiás, hoje Goiânia. A província bávara não tinha grande tradição missionária, até mesmo porque durante vários anos os redentoristas alemães tiveram que se exilar em países vizinhos por causa da política antieclesiástica do governo alemão.

Vendo o povo nos santuários de Aparecida e do Barro Preto, hoje Divino Pai Eterno, e cheios de zelo apostólico, conhecendo a ignorância religiosa e a pobreza do povo brasileiro, alguns anos depois, em Areias (SP) pregaram a primeira missão com duração de uma semana. Antes disso fizeram uma experiência no Bairro do Bonfim, em Aparecida.

Desde então as missões se sucedem ininterruptamente. Em 1901 os missionários de São Paulo pediram ajuda à Vice-Província Holandesa que enviou o Padre Brandow, experiente missionário, que fez um Segundo Noviciado para os alemães, preparando-os nas tradições missionárias.

Na medida do possível, estes valentes missionários foram pregando e depois junto com os neossacerdotes brasileiros, entendendo a “alma do povo” que é a piedade popular, criaram uma metodologia própria de missões. A realização de Conferências Missionárias, a produção de Diretórios, esquemas de missão e roteiros de cerimônias e pregação fez com que as Missões Populares ao estilo da Província de São Paulo fossem repetidas em outras províncias do Brasil, ganhando a confiança de padres e bispos.

A partir de 1917, com a promulgação pela Igreja do Código de Direito Canônico, as missões ganharam um caráter de oficialidade e ajudaram o clero a evangelizar as paróquias com os seus imensos territórios e as consequentes dificuldades de comunicação e locomoção, chegando ao seu apogeu na década de 1950. 

A Procissão do Santo Cruzeiro sempre marca o encerramento das Santas Missões
A procissão com o Santo Cruzeiro e a sua instalação marca a realização de uma Missão Redentorista. 

Abnegação e sacrifício
As Missões Redentoristas foram se atualizando, se inculturando, como dizemos hoje. Procissões, comunhões gerais, levantamento de Cruzeiros Missionários, entronização da Imagem missionária de Nossa Senhora Aparecida, missãozinha de crianças e outras cerimônias, como a bênção da saúde, foram um chamariz para a afluência do povo às missões. Muitas e muitas vezes durante a missão a cidade ou paróquia missionada paralisava as demais atividades, e as missões promoviam até mesmo uma modificação nas atividades econômicas da comunidade.

O que mais impressionava e conquistava o povo era a dedicação dos missionários. Dias e noites no confessionário, visitando doentes, com uma disponibilidade a toda prova e de uma resistência impressionante.

Entre os muitos e grandes missionários dos inícios, trazemos à memória a figura do Padre Estevão Maria. Homem carismático, pessoa que soube adaptar os métodos europeus e, sobretudo, criar práticas próprias para o Brasil. 

Foto de: arquivo Missões. 

Missões na Vila Jaguaré em São Paulo

É incontestável o fato dessa imagem tão pequenina
atrair multidões de brasileiros. 

A primeira missionária
A partir de 1902 a missão paulista ganhou um grande trunfo nacional que se chama Nossa Senhora Aparecida. É incontestável o fato dessa imagem tão pequenina atrair multidões de brasileiros. Ela se tornou a Grande Missionária, Rainha das Missões, a Mãe das Comunidades. Mas na esteira de sua bênção, se encontram os Missionários Redentoristas propagando seu culto e devoção e organizando as comunidades eclesiais.

Depois de muitos anos de apostolado missionário, na década de 80, por decisão do Capítulo Geral da Congregação Redentorista e por insistência do Governo Geral, cada Província deveria definir as suas prioridades pastorais. Foi quando a Província de São Paulo definiu as Santas Missões como a sua prioridade número um, junto com a atividade missionária no Santuário Nacional.

Hoje uma equipe de 23 missionários continuam a percorrer as muitas comunidades e paróquias do Brasil, favorecendo a transformação de cada paróquia missionada numa "rede de comunidades" e favorecendo a resposta aos muitos desafios pastorais da modernidade como a missão nos condomínios e outros ambientes que precisam de uma ação mais concreta e eficaz de nossa Igreja.

Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. 
Equipe de Comunicação
das Santas Missões

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