Por Pe. Edinísio Gonçalves Pereira Vieira, C.Ss.R. Em Redentoristas Atualizada em 03 ABR 2019 - 10H59

Congregação Redentorista: 282 anos de Vida e Salvação

Os missionários redentoristas do mundo inteiro estão completando 282 anos de fundação de sua congregação Um sonho que nasceu em 1732, com o jovem Afonso Maria de Ligório, em meio às urgentes necessidades pastorais do povo pobre e simples (os cabreiros) das altas montanhas de Scala, região sul da Itália e que aos poucos foi ganhando eco e força no mundo inteiro. 

Santo Afonso fundou uma congregação para levar a mensagem do Redentor ao homem

Somos um grupo relativamente pequeno, se comparado a outras ordens religiosas, constituído de padres e irmãos consagrados. Imbuídos do espírito de nosso fundador, motivados pelos apelos de Jesus de Nazaré que nos interpela a sair de nós mesmo e ir pelo mundo inteiro pregando o Evangelho a todas as criaturas (Mt, 28-19), convocados “a anunciar o Evangelho de modo sempre novo (São Clemente), com renovada esperança, corações renovados, estruturas renovadas para a missão”, temos consciência de que não somos melhores nem piores que ninguém. Temos carisma e espiritualidade próprios. E, estamos a serviço da Igreja colaborando no anúncio da Copiosa Redenção levando Jesus Redentor a todas as pessoas, sobretudo, aos pobres e abandonados. 

Temos uma história

 

"Com o coração agradecido, alegramo-nos muito neste dia por fazer parte deste momento histórico de nossa querida congregação: 282 anos!"

Como toda boa história ela precisa ter início, meio e fim. Ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão. O início, ou a introdução, não dependeu de nós. Nós a recebemos da inquietação do coração de Santo Afonso e da gratuitamente das mãos de Deus. Foi Deus quem nos quis, nos amou, sonhou conosco, desejou-nos tanto, que criou-nos, a cada um de nós, "à sua imagem e semelhança no amor" (cf. Gn 1,27). “Criando-nos, deu-nos vida ao soprar em nossas narinas um hálito de vida que nos fez tornar seres viventes" (cf. Gn 2,7).

E Deus quis precisar de nós ao dar-nos uma dupla missão: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra.." (Gn 1,28), e, "Ide pelo mundo inteiro, pregai o Evangelho a todas as pessoas (...), fazei que todas as nações se tornem meus discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20). De acordo com a tradição judeu-cristã, estas são as tarefas que recebemos de Deus, nossa razão de ser e existir neste mundo. Em nosso caso, naturalmente, fizemos escolha pela segunda opção.

Para que ela seja cumprida, aí entra nossa parte: o meio, e ou, o desenvolvimento de nossa história. Continuá-la, depende de nós. Ao nos criar, Deus nos criou livres. Mas, na figura de Adão e Eva, erramos, pecamos e nos tornamos escravos de nós mesmos. Porém, Deus não desistiu de nós. Enviou-nos seu Filho Jesus para nos libertar da escravidão do pecado, da dor e do poder da morte: “É para que sejamos livres que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O que fazemos do enredo dessa história, a escolha da melodia que continuará embalando-a, o colorido que dará a ela vida e esperança, se bem ou mal construída, se com luzes ou trevas, se com dores ou alegrias, se com desespero ou esperança..., depende de cada um de nós, de nossas escolhas e nossas ações. 

Nós escolhemos o que queremos ser

Podemos aceitar ou recusar a proposta que Deus tem para nós e o sonho que herdamos de Santo Afonso. Deus nos possibilita e nos quer vivendo bem e felizes. Sabemos que o meio não determina, mas influência em nós, as nossas escolhas. Fazer escolhas acertadas e ter vida feliz, não é fácil. Mas, quando lançamos as sementes, Deus cuida delas e de nós: "Eu, Paulo plantei; Apolo regou. Mas, quem fazia crescer era Deus" (1Cor 3,6).  

 

"Continuar seguindo e anunciando a Jesus Redentor é para nós uma condição básica, essencial e necessária". 

Neste sentido, entra nossa corresponsabilidade: "o Deus que criou você sem você, não quer salvar você sem você" (Santo Agostinho). A exemplo do “SIM” de Maria, somos corredentores de Deus no processo de nossa própria salvação e daqueles a quem Deus confia a nossos cuidados! E, ao recebermos de Deus uma missão, que é a de cuidar também dos outros, somos também corredentores de Deus no processo de salvação de nossos irmãos e irmãs. Receber de Deus a coroa, o prêmio da Vitória que ele nos oferece, ou a condenação eterna dada por ele a quem o renegou  durante a vida terrena, depende também de nós.

O final, ou a conclusão dessa história? Não nos pertence, mas está em nossas mãos! Continuar seguindo e anunciando a Jesus Redentor é para nós uma condição básica, essencial e necessária. Por isso, ser uma pessoa cristã, autêntica seguidora dos passos e das ações de Jesus de Nazaré, sendo verdadeiros discípulos e missionários d'Ele, exige muito de nós. Não é proposta para seres humanos fracos, egoístas, medrosos... É antes de tudo, para pessoas fortes, corajosas, destemidas, livres, audaciosas... Pessoas que tem coragem "de deixar pai, mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs, bens materiais, e até sua própria vida (...), tomar sobre si, seus ombros, sua cruz e segui-lo" (cf. Lc 14,26). É ainda, para quem é capaz de “deixar tudo, para ganhar tudo” (Santo Afonso). 

Alegria e gratidão

Com o coração agradecido, alegramo-nos muito neste dia por fazer parte deste momento histórico de nossa querida congregação: 282 anos! E, por fazer parte desta instituição.

Façamos tudo sem reclamar ou murmurar, para que, procedendo assim, sejamos homens livres de repreensões e ambiguidades, uma instituição de verdadeiros filhos de Deus que como feixe de luz em meio a uma geração cada vez mais distante de si mesma, de seus semelhantes e de Deus, segue em frente! 

Que sejamos firmes em nossa coragem, testemunho de vida e em nosso ser missionário. Que o Filho Eterno do Pai, que vive no coração de cada um de nós, a força e a razão de nossa fé, esteja sempre conosco. Que não nos falte o carinho maternal da Mãe do Perpétuo Socorro. Que o Espírito Santo nos ilumine. Que a mãe do Perpétuo Socorro nos dê a graça da perseverança!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.
Província de Goiás

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