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É preciso partir: A visão de Maria Celeste Crostarosa

Scala mexeu profundamente com Afonso de Ligório, balançando sua segurança em Nápoles. Mas deveria ser algo que com o tempo passaria. E assim a vida continuava na sua pastoral intensa. 

Foto de: reprodução.

Madre Celeste Crostarosa

No dia 31 de outubro de 1696 nasceu,
em Nápoles, Itália, Maria Celestre Crostarosa. 

Em Scala, porém, uma freira chamada Maria Celeste Crostarosa tem uma visão, comprometendo Afonso numa obra a se iniciar. Na véspera da festa de São Francisco de Assis, ela vê o Senhor e, perto dele, Francisco de Assis e, mais perto, Afonso. Uma voz anuncia: “Eis o homem que eu escolhi para dirigir o meu Instituto”.

Certificando-se da visão, Afonso se assusta e a primeira atitude é de medo e espanto. Uma bomba explode em sua vida. E agora? Será verdade ou ilusão?

Acreditar ou não nessa visão da freira? Inicia-se um longo processo de discernimento. Busca seu diretor espiritual que o aconselha a não dar, no momento, muito crédito, e continuar sua vida de missionário. E ele parte para a região da cidade de Foggia, com alguns companheiros. Regressando a Nápoles, o seu diretor espiritual anuncia: é obra de Deus! O discernimento, porém, não para aí. Consulta outros homens sábios e de reconhecida prudência, que confirmam: é obra de Deus! É preciso partir!

Assim, nada mais resta senão obedecer. “Fazendo a Jesus Cristo um sacrifício total na cidade de Nápoles, se oferece para viver o resto de sua vida nas estrebarias, nas choças, nas cabanas, e morrer cercado pelos pastores”.

A freira que acendeu a fagulha não poderia imaginar a intensidade das chamas. A resistência do pai, o abandono dos colegas, a ridicularização constante... dilaceram a alma de Afonso. Jogavam em rosto as vantagens da primogenitura, os talentos que Deus lhe dera, o apreço que os seus tinham na Corte, os honorários que recebia para a missão que já fazia... O fato era tema de conversa nos bares e botequins. Nápoles não queria perdê-lo e o julgava precioso demais para o tipo de evangeli-zação a que se propunha. Para os pobres não precisava desperdiçar tantos talentos... Depois, para que buscar pobres em Scala? Por acaso Nápoles não os tem? E Afonso já não trabalha com eles?

Afonso venceu a tentação e deixou Nápoles, resolutamente. O cabreiros de Scala sorriram.

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