Por Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. Em Redentoristas

História da Província de Lisboa

Um novo campo de missão 

O que se segue é uma breve apresentação da história da Província de Lisboa. A fonte deste material é o próprio site da província, com algumas adaptações. A partir de abril, os redentoristas brasileiros assumem um novo campo de missão na capital portuguesa para continuar uma bonita tradição de arrojo e pioneirismo. 

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Como tudo aconteceu

Antes da tentativa definitiva e feliz para fundar a Congregação dos Missionários Redentoristas em Portugal, houve outras duas que saíram frustradas. A primeira, pelos Redentoristas austríacos, iniciada em Lisboa em 1826 e com os melhores auspícios, pois tiveram vários Redentoristas portugueses. Terminou com a abolição de todos os conventos religiosos masculinos decretada pelo ministro de Dom Pedro V, Joaquim António de Aguiar, em 1833 e 1834. A segunda, foi levada a cabo pelos Redentoristas espanhóis em 1903, e tudo corria da melhor maneira. Chegaram a estar lá mais de 20 Redentoristas espanhóis; tinham já duas comunidades, uma em Lourosa (Gaia) e outra no Canidelo (Vila do Conde), chegando-se até a comprar uma quinta, na Lourosa, para o Seminário Menor. Tudo acabou com o advento da República e a expulsão dos Religiosos decretada pelo ministro Afonso Costa em 1910. A terceira, também feita pelos Redentoristas espanhóis é de agora e foi mais bem sucedida, começando em 1931.

Os Redentoristas já eram bastante numerosos na Espanha e encontravam-se numa grande pujança missionária. Mas lá tinha sido proclamada a República naquele ano e com ela surgiu imediatamente a perseguição contra a Igreja. Vendo o perigo, pensaram em vir para Portugal, por várias razões: a situação portuguesa em relação à Igreja era mais calma, sobretudo a partir de 1917, com Sidónio Pais; viviam ainda alguns Redentoristas espanhóis que tinham estado em Lisboa entre 1903-1910; já tinham na Espanha um ilustre Redentorista Português, o P. Manuel Lopes Leite de Faria, irmão do Bispo de Bragança e de um outro sacerdote muito amigo dos Redentoristas e tradutor de algumas obras de S. Afonso Maria de Ligório. Tudo isso fez com que os Redentoristas espanhóis pensassem em fundar em Portugal a Congregação.

E foi em Braga que tudo começou, no dia 25 de outubro de 1931, com a posse oficial, como capelães, da belíssima Igreja do “Populo” pelos três missionários Redentoristas chegados a Portugal no dia anterior. As coisas em Braga, porém, não correram muito bem e trocaram Braga por Guimarães em 1944. A semente, porém, estava lançada e frutificou. 

Foto de: Google Maps. 

Igreja Perpetuo Socorro em Braga, Portugal, na atualidade

Igreja Perpétuo Socorro em Guimarães, distrito de Braga, Portugal, na atualidade. 

 

Identidade e carisma

Em Portugal, os Redentoristas têm feito e fazem, sobretudo hoje, muitas coisas. Mas aquilo que mais os tem distinguido e pelo que mais são conhecidos é a pregação missionária, pelo fato de serem “os grandes missionários do povo”, como tanta gente os chama. É que o anúncio direto, explícito e vigoroso do Evangelho em vista da conversão pessoal e comunitária está no centro do carisma e da alma redentorista como religiosos na Igreja. O anúncio direto e explícito é praticado de muitos modos: semanas, tríduos, novenas, retiros, sermões soltos, cursos, mas sobretudo, através das chamadas “Missões Populares” de 15 ou 20 dias em cada terra.

Não há diocese em Portugal, continental e insular, que não conheça por experiência própria, essa atividade Redentorista. E há várias Dioceses do país onde não há praticamente um lugar ou aldeia que não tenha sido evangelizada dessa maneira pelos Missionários Redentoristas. A pregação, nos seus variados modos e tempos, mas sobretudo através da “Missão Popular”, tem sido a grande atividade apostólica dos Redentoristas no país. Quanto caminho percorrido a pé, de burro ou a cavalo, por terras sem luz elétrica, água corrente, ao frio à chuva e à neve! Quantas noites mal dormidas pelas circunstâncias em que tinham de ser passadas!

Nos últimos anos, porém, as coisas ficaram muito diferentes. Mas, mesmo assim, o zelo e a dedicação exigidos são os mesmos. E, apesar do carinho com que a gente recebe os missionários, torna-se sempre uma atividade apostólica exigente e sacrificada, ainda que cheia de alegria interior. Só Deus sabe o que a pregação dos Redentoristas tem representado no coração de muitas pessoas e em tantas aldeias, paróquias, cidades e Dioceses.

Nem tudo correu sempre bem. Nem tudo foi feito do modo mais adequado, muita coisa teve e tem de ser revista. Mas o que não se pode negar é o bem feito apesar de tudo, e o enorme zelo dedicação e espírito de entrega e sacrifício com que tudo foi enfrentado.

A partir de abril deste ano chegam os Missionários Redentoristas do Brasil. Uma equipe formada por 5 missionários assume uma área missionária na capital Lisboa, para colocar sangue novo nas veias da missão nas terras portuguesas. 

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