Por Padre José Luís Queimado, C.Ss.R Em Redentoristas

Um redentorista brasileiro na Filadélfia

Padre José Luis Queimado missionário redentorista brasileiro na Filadélfia EUA_foto: arquivo pessoal

E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura! (Mc 16, 15).

É com essa frase de Jesus aos seus discípulos que começo a partilhar com vocês um pouco de minha experiência nas terras norte-americanas. Depois de sete meses vivendo na cidade da Filadélfia-PA, posso fazer uma retrospectiva de tudo o que já vivenciei nessa missão. Os desafios são grandes: idioma, cultura, distância, visão de Igreja; mas os frutos do esforço evangelizador são belíssimos e saborosíssimos.

A frase base da Fundação dos Missionários Redentoristas é a que tem me inspirado a fazer meu trabalho missionário: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres” (Lc 4, 18). Deus está comigo e me dá forças para continuar a levar a beleza do Evangelho às queridas pessoas que vivem na Filadélfia.

:: Por que o missionário não tem lugar fixo?

Moro na comunidade dos Missionários Redentoristas, na Paróquia da Visitação, num bairro pobre e abandonado. Ali, ajudo a celebrar missas e atender confissões em inglês e espanhol. Todos os dias, dirijo cerca de 20 minutos até a Igreja onde estão os brasileiros, Paróquia São Martin de Tours, e onde tenho meu escritório de trabalho. Celebro a Santa Missa às quartas-feiras e aos sábados. Visito muitas casas, tentando conhecer um pouco melhor a vida de meu povo. É uma comunidade cheia de vida e de um público bem jovem. Celebro muitos batizados todos os meses, assisto muitos casamentos e atendo várias confissões durante a semana. Também celebro missas em inglês nessa Paróquia. Estou trabalhando na regularização da vida sacramental do meu povo, pois muita gente não recebeu os Sacramentos de Iniciação.

Todas as terças-feiras e domingos, dirijo-me à Paróquia da Ressurreição de Nosso Senhor, onde celebro a missa com minha outra comunidade formada por maioria de portugueses, que também é muito viva e ativa, mas com um público mais maduro e idade avançada. Também atendo várias confissões, mas os demais Sacramentos raramente são celebrados, pois a grande maioria já está em plena comunhão com a Igreja. A realidade dos portugueses difere um pouco da dos brasileiros quanto ao status de imigração. Enquanto a maioria dos brasileiros vive ilegalmente no país, todos os portugueses são cidadãos ou têm permissão para viver nestas terras.

Estou feliz com todas essas minhas queridas comunidades. Crescemos a cada dia juntos. Ensino tudo o que tenho de conhecimento pessoal e aprendo o máximo possível das preciosas histórias de vida que cada um tem a partilhar. A alegria é grande e esse é o segredo para que todos os desafios sejam vencidos.

Vou ficando por aqui! Rezem por nossa missão, e que venham mais missionários para essas terras, pois a Messe é grande (há pedidos de missa em português em vários estados), mas os operários são poucos (eu sou o único sacerdote que cuida dos falantes de português nesta cidade de um milhão e quinhentos mil habitantes), apesar de haver mais um brasileiro que está encarregado de uma comunidade americana aqui pertinho, a quem sempre peço ajuda! Coloquem as nossas comunidades em sua oração! Que Santo Afonso de Ligório abençoe sempre a sua vida e a sua família!

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