Por Pe. Antônio Julio Ferreira de Souza, C.SsR. Em Redentoristas

Uma reflexão sobre o mundo ferido

sofrimento

O mundo ferido, como decisão do XXV Capítulo Geral, será o chão de missão dos Missionários Redentoristas durante o próximo sexênio. Nele, seremos desafiados a dar testemunho do Redentor, em comunidade, numa profunda solidariedade: "solidariedade com Deus, com os outros e com os pobres." Esse testemunho tem que ser "um testemunho profético", tendo em vista a sociedade atual em que vivemos. "Atrevamo-nos a continuar sendo testemunhas proféticos do Redentor, a pregar o Evangelho de maneira sempre nova com alegria e esperança," nos diz o Superior Geral, Michel Brehl.

:: Testemunhas do Redentor, solidários para a Missão num mundo ferido

 

"Atrevamo-nos a continuar sendo testemunhas proféticos do Redentor, a pregar o Evangelho de maneira sempre nova com alegria e esperança," nos diz o Superior Geral, Michel Brehl.

E como colocar em prática as decisões do Capítulo?

São vários os caminhos que precisamos percorrer, tendo em vista a nossa consagração. Antes de tudo, aponta o documento final, sermos capazes de nos deixar tocar pela presença do Espírito, pois é ele quem "desafia a Congregação a ir para as periferias do mundo." Depois precisamos ter a coragem de desinstalar-se, de sair das nossas comodidades e eliminarmos "tudo que nos impede de ser livres e proféticos." Mas será a consciência de sermos "um corpo missionário" que nos fará cumprir essa missão na Igreja e no mundo, pois o projeto nos é comum. Por isso, durante seis anos vivenciamos o processo de reestruturação para a missão. "Hoje, mais do que nunca, impulsionados por nossas constituições, sentimo-nos chamados a continuar a missão confiada a nossa congregação, missão de evangelizar os pobres tocando suas feridas, solidarizando-nos com eles e promovendo sua plena libertação" ( cf, Const. 5).

Em Bogotá, durante os dias 16 a 23 de maio deste ano, estivemos nos debruçando, como conferência da América Latina e Caribe, sobre as decisões do XXV Capítulo Geral, com o objetivo de interpretá-las e implementá-las. Cada vez mais ficamos convencidos de que precisamos estar sempre voltando às fontes, nos reafirmando no carisma e nos deixando desafiar. As perguntas que nós fazemos são: os lugares onde estamos atendem aos apelos do carisma hoje? Teremos a coragem necessária para nos perguntar onde se encontram as periferias em nossa unidade?

Como nos exorta o Capítulo Geral em sua mensagem final, "sejamos profecia para nosso mundo, com nosso estilo de vida, com nossa denúncia das estruturas de pecado, e com o anúncio da copiosa redenção em Jesus Cristo, que liberta e dignifica o ser humano."

 

Pe. Antônio Julio Ferreira de Souza, C.SsR.
Vice-Província de Fortaleza, CE.

 

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