Por Thamara Gomes Em Notícias

Testemunho Vocacional - Pe. Inácio Medeiros

Damos início, hoje, a uma série de depoimentos vocacionais de missionários redentoristas que ajudam a construir a bonita história da Congregação do Santíssimo Redentor, anunciando a todos a Copiosa Redenção. O testemunho da vez é do Pe. Inácio Medeiros. Confira!

1- Com quantos anos teve o primeiro contato com os redentoristas e aonde?

O primeiro contato que tive com os redentoristas foi em minha cidade natal, Pirapozinho, em junho de 1967 quando lá foram pregar as Santas Missões. Neste tempo eu morava na beirada da cidade e trabalhava na zona rural junto com meus pais que eram colonos, e juntos cuidávamos de uma plantação de algodão e amendoim. Mesmo sendo época de colheita do amendoim meu pai fazia a gente parar mais cedo para voltar pra cidade e participar das Santas Missões. Foi assim que nasceu a minha vocação.

 2- Com quantos anos entrou para a congregação como seminarista? E quanto tempo ficou na formação?

No final das Missões eu chamei meu pai e fomos falar com um dos missionários, o Pe. Gervásio Fabri, que hoje mora e trabalha em Miracatu. Na época eu tinha 11 anos. Depois mantive contato com o promotor vocacional da época, por 6 meses, o Pe. Elias Pereira (In memorian). No início de 1968 fui chamado ao seminário, sendo a primeira turma de Tietê como seminário menor. Fui também a última turma que não precisou fazer estágio, hoje Convivência Vocacional. Quando entrei no seminário para fazer o que hoje é a primeira seria do ensino médio, antigo ginasial eu tinha 11 anos.

3- Como você percebeu que tinha vocação para a vida missionária?

Antes das missões em Pirapozinho, minha cidade natal, não me lembro de ter falado em ser padre e nem sabia direito o que era ser redentorista. Sei que, foi vendo os missionários, sobretudo, o Pe. Gervásio que fazia a missãozinha das crianças que me despertei para a vocação. Comigo, naquela época apresentaram-se 16 meninos, mas no final das contas só eu me apresentei para ir para o seminário.

4- Como aconteceu seu chamado?

O “jeitão” dos missionários, seu modo de tratar o povo, com brincadeiras e fala mansa acho que me cativou. Me impressionou aqueles homens de batina preta. A criançada não saia de perto deles, pois eles corriam com a gente pelas ruas, faziam brincadeiras, davam santinhos e ensinavam algumas musiquinhas que canto até hoje nas missões.

5- Quais são os principais desafios para se aceitar o chamado á vida religiosa?

Hoje, penso ser uma questão de valores que contrapõem a Vida Religiosa às demais dimensões de vocação e profissões. E no nosso caso, como uma congregação religiosa, penso ser a vida comunitária que afasta muita gente.

6 - O que mais te encanta na vida missionária?

Sem dúvida alguma a evangelização, especialmente dos povo mais simples e humilde e, sobretudo a possibilidade de trabalhar na formação humana e cristã das pessoas e na organização de comunidades, dinamizando a sua vida cristã.

7- Quais trabalhos desenvolveu como missionário redentorista?

Em fevereiro de 2014 completo 34 anos de vida religiosa e 30 de sacerdócio. Já passei por diversas áreas de trabalho da Província de são Paulo. Já fui pároco por duas vezes, em Sacramento - MG e no Recife - PE, trabalhei no Santuário por um ano, mas as atividades que mais exerci foram: Missão no Rádio (desde 1988), lecionar (desde 1976, sobretudo História da Igreja) e Missões Populares, em 04 ocasiões, perfazendo 11 anos de trabalho.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Anterior
Próximo
Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Thamara Gomes, em Notícias

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.