Por Thamara Gomes Em Notícias

Testemunho Vocacional: Frater João Paulo Oliveira

Coragem e persistência. Essas duas palavras foram fundamentais para a caminhada vocacional do fráter João Paulo Oliveira. Hoje, João está na etapa do Juniorato, período da formação redentorista posterior ao noviciado em que o candidato já emitiu os votos religiosos na Congregação. O jovem também trabalha como promotor vocacional e estuda teologia no Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP). Mas a caminhada até aqui foi loooonga! Confira um pouco dessa história:

Foto de: arquivo pessoal

Fráter João Paulo Oliveira

1- Com quantos anos teve o primeiro contato com os redentoristas e aonde?
Sempre tive conhecimento dos redentoristas pelos meios de comunicação e pelo Santuário Nacional. Mas o primeiro contato mais direto com os redentoristas aconteceu no ano de 2003, estava com 23 anos de idade e morava em Cunha-SP, minha cidade natal. Foi em ocasião da Ordenação Sacerdotal de um padre redentorista. Tive a oportunidade de conversar com alguns Missionários Redentoristas e fiquei encantado com o carisma missionário da Congregação, principalmente com o trabalho das Missões Populares. Nesse mesmo ano resolvi escrever minha primeira carta ao Secretariado Vocacional que logo respondeu, convidando-me a participar dos encontros vocacionais.

 

Não estamos sozinhos em nosso processo de discernimento vocacional. Deus está conosco e nos dará as condições para respondermos bem ao chamado.

2- Com quantos anos entrou para a congregação como seminarista? E há quanto tempo está na formação?
Entrei para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida-SP, em 2004, com 23 anos, com o objetivo de iniciar o ensino médio. Terminado o ensino médio, iniciei a etapa do propedêutico em 2007, um tempo de intensa convivência e estudos. No ano seguinte, iniciei meus estudos filosóficos na cidade de Campinas-SP, terminando no ano de 2010. Em 2011, vivenciei a forte experiência do noviciado, no qual pude me aprofundar na espiritualidade redentorista e emitir publicamente meus primeiros votos na Congregação do Santíssimo Redentor. Em 2012 iniciei os meus estudos teológicos em São Paulo, agora estou cursando o segundo ano de teologia. Nesse processo todo já se foram 9 anos de caminhada vocacional, todos bem vividos com a graça de Deus.

3- Como você percebeu que tinha vocação para a vida missionária?

Foto de: arquivo pessoal

João auxilia a equipe de promotores vocacionais

Foi quando comecei a notar que podia fazer algo a mais pela vida das pessoas. Sempre trabalhei em minha paróquia. Mas chegou um momento no qual senti que Deus queria algo a mais de mim. Na convivência com o povo percebi que tinha condições de servir com mais intensidade o projeto de Deus, desde então, procuro estar disponível aos desafios vida missionária no trabalho junto povo de Deus.

4- Como aconteceu seu chamado?

Em toda minha história de vida sempre senti o chamado o Deus para vida religiosa, pois tinha um amor todo especial pelas coisas Deus. Muitas vezes deixava o trabalho e outras obrigações para ajudar na Igreja. Minha mãe, na época, ficava até brava comigo! Sentia-me realizado servindo a comunidade nas missas dominicais tocando violão. Mas a confirmação do meu chamado vocacional aconteceu a partir de um diálogo com meu pároco na época, o Pe. Fernando Alves Sampaio. Devido a minha idade e por não ter terminado o ensino médio, considerava que não teria mais condições para iniciar uma caminhada vocacional. Mas um acontecimento todo especial mudou a minha vida. Em uma tarde quando estávamos voltando de uma missa na zona rural de Cunha, o Pe Fernando do nada me diz: “Olha, João Paulo sabia que você tem jeito para ser Padre, você já pensou nisso?”. Expliquei a ele que sempre desejei seguir a vida religiosa, mas devido à minha idade um pouco avançada e aos estudos atrasados, considerava que não seria possível entrar para o seminário. Mas ele me encheu de esperança, afirmando que seria possível minha entrada para o seminário. Naquela noite nem dormi direito, rezei bastante, decidi que era o momento de ouvir a voz de Deus e dar passos em busca do meu ideal. Por meio de pessoas, fatos e situações Deus se comunica conosco em nosso processo vocacional. No meu caso a voz de Deus veio por meio do Pe. Fernando que deu esperança a um sonho que estava quase adormecido.

5- Quais são os principais desafios para se aceitar o chamado á vida religiosa?

Foto de: arquivo pessoal

Animação Missionária em Santa Branca-SP

Acho que um dos maiores desafios para aceitar o chamado à vida religiosa é a insegurança. Quando a gente escuta a voz de Deus para exercer um trabalho na Igreja, sempre vem aquele questionamento: “Será que eu sou capaz?”. No meu caso para aceitar o chamado Deus em minha vida eu tive que romper essa barreira da insegurança. Isso é possível somente pelo entendimento de que não estamos sozinhos em nosso processo de discernimento vocacional. O próprio Deus está conosco e nos dará as condições para respondermos bem ao chamado que nos é feito.

6- O que mais te encanta na vida missionária?

Dois pontos vida missionária me encantam profundamente. Primeiramente, a vida comunitária vivenciada dentro de nossas casas religiosas. É muito bom viver com pessoas que tem os mesmos ideais que os nossos. Com elas podemos partilhar nossas vitórias e fracassos dentro de nossos trabalhos missionários. Não sei o que seria de mim sem os meus confrades, não nasci para viver sozinho.

Depois, a experiência junto ao povo de Deus. São eles que dão sentido para as nossas vidas. Em nossos trabalhos missionários procuramos falar de Deus para as pessoas, mas no final das contas, são elas que acabam nos evangelizando. O amor, a paz, o carinho e o testemunho que brotam dessa relação com o povo, nos inspiram a continuar nossa caminhada vocacional. É o povo que nos dá força, ânimo e vigor para continuar espalhando o amor redentor do Pai ao mundo.

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