
Testemunho de Fé
A poesia da vida
A devota Inocência Teodorica Sant´Anna Júlia nasceu em Mariana, Minas Gerais, no dia 01 de julho de 1924. Seus avós, que vieram do Moçambique em 1850, já eram catequizados e em 1852 receberam carta de alforria, fruto de uma graça pedida pela intercessão de Nossa Senhora ainda em terras africanas. Hoje, com seus 90 anos, Inocência segue o exemplo da família, e nutre grande amor a Nossa Senhora Aparecida. Desde jovem ela escreve poesias, e hoje, passando pelo Santuário, ela nos presenteou com uma de suas favoritas, entre as mais de 100 poesias e prosas que escreveu.
Rosas da Escravidão
Para saudar a Mãe Aparecida
Eu fui buscar das flores a rainha
Para depor aos pés da Mãe querida
Rosas em flor e a poesia minha
Tu, que em tua imagem venerável,
Quiseste ter a cor de nossa gente
Que salvaste o escravo miserável
Partindo, com amor, sua corrente!
Recebe, Mãe, o grito de noss´alma
Que não é mais gemido de senzala
E sim buquê de rosas perfumadas
Ornando tua imagem nesta sala.
Que sejam rosas rubras todo sangue
Derramado em tantos pelourinhos,
E em vez do ódio, revolta ou vingança,
Deste-nos gestos de amor e de carinho!
Que cada gota de sangue, cada lágrima
Derramadas em meio a tantas dores
Transformem-se em pétalas orvalhadas
De mil e uma perfumadas flores.
Diante de Deus de amor e de teu Filho
Só é nobre quem tem do céu a graça!
Por isso, Mãe, eu venho agradecer-te
Por seres semelhante à minha raça!
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