Por Campanha dos Devotos Em Notícias

Corações ao alto

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O Deus da Vida e da Liberdade continua nos amando

e nos convidando para participar de seu amor

 Vi o passarinho em sua contínua luta construindo seu ninho. Sua única preocupação era fazer o aconchego dos futuros filhotes, continuando a perpetuação de sua espécie.

Dessa bela criatura criada por Deus, fiquei a pensar na imensidão do universo, nas galáxias e planetas que existem há milhões de anos. O gesto criador do Amor eterno continua desafiando os cientistas de nosso tempo. O mundo, como um grande útero, contém a vida, dom de Deus.

Do grande espaço do universo, passei a meditar no Jardim do Éden, e foi lá que o Senhor colocou um homem e uma mulher, Adão e Eva, sinais da humanidade, para que vivessem na harmonia e desfrutassem da felicidade proporcionada pelo Criador. Mas eles não souberam reconhecer a grandeza do amor nem a beleza da criação. Voltaram-se para si mesmos e disseram “não”, quando deveriam dizer “sim”; disseram “sim”, quando deveriam dizer “não”.

Fiquei ainda pensando no Deus da Vida e da Liberdade, que continua nos amando e nos convidando para participar de seu amor. Ele nos criou para viver no projeto da comunhão e não da divisão. Para obedecer a Deus, nosso coração deve estar ao alto.

Ele espera e deseja que sejamos cooperadores de seu projeto criador e transformador. O mundo das rupturas inaugurado por Adão e Eva no Jardim do Éden se contrapõe ao desejo do Criador, que continua a oferecer e apostar em seu projeto de liberdade, de paz e de harmonia para toda a humanidade. Nossos corações devem estar no alto, deve estar em Deus. A simplicidade do passarinho na construção de seu ninho contrapõe as atitudes humanas hoje, carregadas de violência, corrupção e de desprezo à vida.

Somos construtores de nossa casa, e ninguém começa a construí-la a partir do telhado, mas do alicerce, e de sua fundação dependerá sua sustentabilidade. Mal alicerçada, ela poderá ruir. Nossa vida, dom de Deus, só pode ser construída em meio aos sonhos, às lutas e realizações. Outra vez o passarinho nos ensina que é no empenho de cada dia que se consegue construir.

Somos todos construtores de pontes e não de cercas que separam, dividem. Os muros altos sufocam nossas casas e nossa existência, e criam nossos isolamentos. Somos chamados a construir pontes que conduzem de um lado ao outro da margem de um rio. Por ela, você pode ir e voltar. Somos chamados a construir pontes entre os povos e nações, e entre nós mesmos. Construir gente agora depende de nós, pois da parte de Deus não nos falta nada. Construir ninhos, pontes ou casas, depende de mim e de você!

Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R.

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