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O disfarce do Papai Noel


As crianças em geral acreditam em Papai Noel. Ficam fascinadas por aquele velhinho simpático de barbas brancas, vestido de vermelho, carinhoso e acolhedor. Com o tempo vão descobrindo que é um disfarce. Foi assim com meu sobrinho Lucas. Seus olhos brilhavam, em nossas celebrações em família, ao escutar bater o sininho e o riso característico do Papai Noel entrando: ô, ô, ô, ô… E ficava vermelho de emoção, quase sem respirar, enquanto sua imaginação voava.

Até que um dia descobriu que tudo era um disfarce, e que outras crianças já tinham entendido o lance. Decidimos então que no próximo Natal já não haveria mais Papai Noel. Mas quando foi chegando a nova festa, para surpresa geral, o Lucas pediu para entrar de novo o Papai Noel. Ele queria “se despedir dele”. Então organizamos uma encenação que foi mais ou menos assim:

Uma criança vestida de repórter sai entrevistando os “Papais Noéis” modernos. Primeiro vai a um supermercado e pergunta direto ao homem disfarçado: “Você não é Papai Noel, não é mesmo?”

E o entrevistado, surpreso, se confunde pra responder: “Bem… quer dizer…”.

E o repórter mirim não dá tempo e já emenda: “Fica frio, eu já sei. Agora só queria saber por que você usa esse disfarce”.

Aí o Papai Noel disfarçado ganhou moral: “Bem, é que a figura do Papai Noel ajuda nas vendas, sabe? E com essa eu também ganho uma graninha”.

Então o pequeno repórter dispara outra pergunta: “E onde pegaram a ideia desse disfarce?” Mas essa pergunta aquele homem não sabia responder.

O repórter encontra outros tipos disfarçados e até uma “Mamãe Noel”. Faz as mesmas perguntas. Mas ninguém sabe de onde pegaram a ideia do disfarce. Até que alguém falou: “Olhe, na esquina tem um velhinho que sabe tudo isso”.

E sabia mesmo; e ele disse com um sorriso: “O Papai Noel de verdade foi uma pessoa muito boa que saía na noite de Natal levando presentes para as crianças que tinham ficado sem ganhar nada. Ele era a bondade em pessoa”.

E aí aquele velhinho real deu um riso característico “ô, ô, ô…” e completou: “Ele até hoje ainda existe, por aí. Vá lá em casa, dê um abraço apertado em quem você sabe que lhe ama de verdade, e então vai descobrir quem ele é”.

Desde então o Lucas entendeu que um dia ele também poderia ser um Papai Noel. Daqueles de verdade.

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