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São Pedro e São Paulo – unidade na diversidade

São Pedro e São Paulo

Quando celebramos a festa de São Pedro e São Paulo, nós relembramos dois Apóstolos que nos ficaram como exemplos maiores de Evangelizadores, verdadeiros pioneiros na criação das primeiras comunidades cristãs. Certamente, todos os outros Apóstolos e Discípulos entregaram suas vidas pela Evangelização e fundaram inúmeras comunidades, mas Pedro e Paulo são aqueles de quem temos mais testemunhos. Pedro, porque foi o primeiro bispo de Roma, aquele que presidia a todos os outros bispos na caridade, cujo sucessor é hoje o Papa Francisco. Paulo, porque aprofundou a mensagem cristã e teve a ousadia de levar a Palavra de Jesus para além das fronteiras do judaísmo.

Pedro e Paulo, igualmente missionários e igualmente santos. Mas quanta diferença entre ambos e, certamente, também entre as comunidades fundadas por eles. Unidos pelo mesmo amor e fidelidade a Jesus, mas diversos nas formas como foram implantando tradições diferenciadas, que persistem até hoje no modo de orar, de celebrar e de viver a experiência da fé.

Hoje, quando se fala em Liturgia, ainda há católicos que resistem a qualquer mudança, apegados ao rito romano em latim, com seus rituais e seus paramentos, como se ele fosse o único que nos vem dos Apóstolos. Contudo, esse rito foi fixado no Ocidente apenas no século XVI, com o Concílio de Trento e o Missal de Pio V. De fato, tanto na tradição oriental, mais diversificada, como na tradição ocidental, mais unificada, a unidade litúrgica se mantém através da celebração do único mistério pascal de Cristo, mas numa diversidade de ritos que expressam as diferenças de culturas existentes no mundo e nos povos cristãos.

É importante salvar a unidade sem jamais reduzi-la à uniformidade. A unidade é fruto do amor, a uniformidade é imposta pelo poder. Na Liturgia romana atual, a participação consciente e ativa da comunidade é um critério fundamental para avaliar bem uma celebração. Assim como Pedro e Paulo estão juntos numa só festa, assim também a variedade colorida dos modos de celebrar deveriam constituir um mosaico vivo do Povo de Deus, que louva, glorifica e agradece ao Pai por tudo o que nos concede através do seu Filho, morto e ressuscitado por nós.

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