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Uma encantadora missão!

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É encantadora a missão dos que se põem a construir, diante de tantas desconstruções de nossa sociedade atual. Você já observou com que carinho e intensidade um passarinho constrói seu ninho? Como a abelha que não tem tempo para a ociosidade porque está preocupada em colher o pólen para fazer o mel, também o passarinho não perde tempo em construir seu ninho. Ali está seu futuro, a garantia da vida e não apenas a continuidade da espécie.

Deus mesmo foi construindo aos poucos todo o universo, e por isso o texto sagrado se expressa de uma maneira tão bela e emocionante: “Deus viu tudo que havia feito: era muito bom. E houve tarde e houve manhã: sexto dia” (Gn 1,31).

Nossos dias, marcados pela imagem presente em todos os meios eletrônicos, nos fazem esquecer de olhar para o céu e contemplar as estrelas. Redescobrir a beleza de um céu pontilhado de estrelas, astros, planetas e galáxias no palco da abóboda celeste, que encanta quem o contempla. Quem anda no caminho da desconstrução nunca poderá sentir essa beleza do céu pontilhado de luzes sem fim.

Deus aceitou o desafio e preferiu correr o risco de construir todo o universo e de colocá-lo a nossa disposição. Confiou-nos a continuidade de tudo o que Ele começou. Temos responsabilidades mútuas com a vida, com a dignidade humana, com a fé, com o Reino. Os passos que não damos nessa direção são de nossa responsabilidade, queiramos ou não. Podemos dizer assim: Construir para acolher; acolher para poder construir. Ninguém é capaz de fazer nada sozinho.

São Gregório Magno nos interroga: “Devemos acolher com hospitalidade o Cristo presente no forasteiro para que no dia do julgamento Ele não nos ignore como estrangeiros, mas nos receba como irmãos em seu Reino”. Nossas atitudes e nossas liturgias, nossos encontros e tantas coisas que acontecem ao nosso redor só terão sentido se houver acolhida, pois Deus não está lá distante, no tempo passado ou nas marcas da história: Deus está presente neste instante que passa! Acolher bem é acolher o próprio Deus que já nos acolheu em seu amor. Que bom seria se tivéssemos a atitude de Maria que, acolhida por Deus, acolheu com generosidade o que Ele lhe pediu!

Retomemos, pois, o caminho do construir e do reconstruir, para tornar a vida tão encantadora como a do pássaro que constrói seu ninho ou a da abelha que não tem tempo para o ócio, pois está preocupada com o mel.

Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R.

 

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