Por Matheus Andrade Em Releases

Debate Presidencial no Santuário Nacional evidenciou importância de Aparecida

Foto: Thiago Leon

 

Na terça-feira (16) o Santuário Nacional de Aparecida acolheu oito dos onze candidatos a Presidência da República. Os postulantes ao Palácio do Planalto estiveram presentes para participar no debate presidencial promovido pela TV Aparecida.

O encontro aconteceu no Centro de Eventos padre Vitor Coelho de Almeida e contou com a retransmissão ao vivo das principais emissoras de televisão católicas e de 230 emissoras que integram a Rede Católica de Rádio.

A cidade de Aparecida, por conta das atividades concentradas no Santuário Nacional, por inúmeras vezes foi centro de grandes decisões da Igreja. Como quando sediou a CELAM - Conferência Episcopal Latino Americana – que reuniu Bispos de toda a América Latina e Caribe, e como vem sendo anualmente nas Assembleias Gerais dos Bispos, promovidas pela CNBB.

Desta vez a cidade teve a oportunidade de ser o centro da discussão política na busca de um país melhor. Assim, o novo caminho desejado pela sociedade para o Brasil, passou também pela consideração de uma maior efetivação dos ensinamentos de Jesus no ambiente político.

A abertura do debate foi feita pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, que saudou os candidatos e em seguida direcionou uma pergunta única a todos, abordando sobre a necessidade de uma Reforma Política no país.

Os pontos apresentados por Dom Damasceno foram os mesmo que já estão sendo trabalhados pela CNBB em sua coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Reforma Política. O fim do financiamento empresarial das campanhas, a participação proporcional de homens e mulheres, o voto em lista partidária em dois turnos e o fim das coligações proporcionais foram os pontos destacados.

Dilma Rousseff (PT) defendeu um plebiscito popular para definir a reforma e Aécio Neves (PSDB) falou da importância de implementar o voto distrital misto. Marina Silva (PSB) destacou problemas de representatividade do sistema político atual.

O candidato José Maria Eymael (PSDC) usou seu tempo inicial para se apresentar e não comentou o assunto apresentado. O candidato do PV, Eduardo Jorge, e a candidata do PSOL, Luciana Genro, disseram concordar com o fim do financiamento de empresas.

Eduardo também defendeu o voto facultativo, assim como Levy Fidélix (PRTB) e Pastor Everaldo (PSC), que disse que seu partido apresentou, em 2011, proposta de fim do voto obrigatório.

O Debate contou ainda com mais quatro blocos, com perguntas feitas por Bispos indicados pela CNBB, por jornalistas das emissoras católicas envolvidas no projeto e pelos próprios candidatos, entre si.

O jornalista Rodolpho Gamberini foi o mediador do debate, que pela primeira vez aconteceu em uma cidade que não é Capital de Estado.​

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