Por Flávia Gabriela Em Releases

Missa no Santuário Nacional faz lembrança ao genocídio na Armênia

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Foto - Thiago Leon

A missa das 8h deste domingo (2), no Santuário Nacional de Aparecida será em lembrança ao genocídio ocorrido contra os armênios, em 1915, pelo então Império Turco-otomano.

A celebração será presidida pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, e transmitida pela TV Aparecida.

Estarão presentes o embaixador da República de Armênia, H.E. Mr. Ashot Galoyan, a Cônsul honorária da República de Armênia em São Paulo, Ms. Hilda Diruhi Burmaian, o representante da Igreja Apóstolica Armênia do Brasil, Dom Nareg Berberian, o Bispo da Igreja Armênia Católica Dom Vartan Waldir Boghossian, o padre Der Boghos Baronian e o Presbitero Vartan Moumdjian.

O termo Genocídio foi cunhado pelo advogado judeu polonês, Raphael Lemkin em 1944, cuja família foi uma das vítimas do Holocausto judeu. Ao definir este termo, Lemkin Prof procurou descrever política nazista de assassinato sistemático, a violência e a crueldade e atrocidades cometidas também contra os armênios no Império Otomano em 1915. Em 9 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas aprovou a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. A Convenção define Genocídio como um crime internacional, que os países signatários se comprometem a prevenir e a punir.

Cerca de dois milhões de armênios viviam no Império Otomano na véspera da Primeira Guerra Mundial. Estima-se que cerca de um e meio milhão de armênios morreram entre 1915 e 1923.

O Genocídio Armênio - As atrocidades cometidas contra o povo armênio do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial foram definidas como o Genocídio Armênio. Esses massacres foram perpetrados ao longo diferentes regiões do Império Otomano por parte do Governo Jovens Turcos, que estava no poder na época.

A primeira reação internacional à violência resultou em uma declaração conjunta de França, Rússia e Grã-Bretanha, em maio de 1915, onde as atrocidades turcas dirigidas contra o povo armênio foi definido como “novo crime contra a humanidade e a civilização”, concordando que o governo turco deveria ser punido por cometer tais crimes.

Em abril deste ano, durante missa celebrada para fieis de Rito Armênio, o papa Francisco lembrou o genocídio armênio. O pontífice mencionou que a lembrança “ainda mantém a ferida aberta”, mas “Esconder ou negar o mal é como deixar que uma ferida continue a sangrar sem a tratar!”, disse.

 

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