Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

É Natal

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

 

Manifestou-se a graça de Deus

 

Uma vez na missa para as crianças perguntei qual era a missão de Jesus. “O que Jesus veio fazer?” Uma menininha de cinco anos respondeu: “Ele veio mostrar o carinho do Pai”. Onde aprendeu isso? Não estava no catecismo. Ela deve ter aprendido sentada no colo de uma mãe ou de uma avó, bem juntinho do coração. É a melhor escola. No Natal

 

 

vemos mais com o coração do que com os olhos. Deus, vendo o sofrimento da humanidade, fruto de uma maldade que chamamos pecado, abriu o peito e nos deu seu coração. Jesus é a expressão acabada do amor do Pai que entrega o Filho para que, pelo amor, todos aprendam que conhecer Deus é viver o amor.

 

 

Quem conhece Jesus, se não for pela expressão do amor do Pai, não entendeu nada ainda. S. Afonso afirma que a concepção de Jesus é realizada pelo Espírito Santo, pois Ele é o Amor que gera o Amor. Como Deus sabe que o amor tudo vence, deixou Jesus em total condição humana e por ela nos salvou.

 

A ternura de Deus se manifesta no presépio, no momento do nascimento. A entrega de Jesus por nós começa em sua encarnação e se manifesta no presépio: Por isso chamamos este tempo de Epifania que significa manifestação de Deus. Por que Deus se manifesta de um modo tão simples? O Evangelho diz somente: “Enquanto estavam em Belém para o recenseamento, completaram-se os dias para o parto. E ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-O com faixas e O reclinou numa manjedoura (cocho), porque não havia lugar” (Lc 2,6-7). Duas frases para mostrar o maior acontecimento da humanidade:

Deus adormecido num cocho!

 

Que ternura Divina! O amor cabe em qualquer lugar. Paulo dizendo que apareceu a graça misericordiosa de Deus trazendo a salvação para todos os homens (Tt 2,11), revela-nos este amor misericordioso. A palavra graça indica o gesto de se inclinar para abraçar. Natal é o abraço de Deus, dado com o coração. Se não nos convertemos com este amor, nada poderá nos mudar.

 

Somente o amor abre o coração. S. Afonso diz que não sabe como não pegou fogo a palha, a gruta, a manjedoura, diante do fogo do amor ali manifestado. Nossa meditação se volta para o presépio armado por Deus no meio dos simples. Não despreza os outros, mas ama os desprezados.

 

No momento em que o império romano, depois de dominar o mundo, fez um altar para a paz, em Belém, sobre um cocho está montado o altar do amor de onde borbulham as ondas do amor de Deus manifestado em Jesus.

 

Direito das crianças

 

No momento atual vivemos a fraternidade com troca de presentes, enfeites coloridos e iluminados. Muita luz! Rezamos na liturgia da missa da noite: “O Deus que fizestes resplandecer esta noite com a claridade da verdadeira luz…”. A Luz é Jesus. Sabemos da força comercial do Papai Noel. Há muito de bom, mas não podemos negar às crianças o direito ao verdadeiro sentido do Natal: Papai Noel ensina a receber presentes, Jesus ensina a ser presente e dar-ser como presente. Ensina a sair de si para ver os necessitados. Não negue Jesus às crianças.

 

Herodes queria fazer isso. O grande comércio, por uma convenção internacional tirou os belos presépios. Por que temes, Herodes, este Menino inocente? Jesus Menino realiza outro comercio: Rezamos: “quando a o céu e a terra trocam seus presentes”. Damos a humanidade e recebemos a Divindade.

 

Feliz amor, Natal! Abrace com carinho o Deus que só mostrou amor.

 

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