Por Polyana Gonzaga Em Notícias

Em missa, Dom Petrini destaca a importância do matrimônio e os desafios da família

A Santa Missa desta quarta-feira (22), no Santuário Nacional, abriu o oitavo dia de trabalho da 53ª Assembleia Geral da CNBB. A celebração com laudes foi presidida pelo bispo da Diocese de Camaçari e, até então, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, Dom João Carlos Petrini.

O bispo de Camaçari  saudou o Cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’ Aniello e todo episcopado.

Foto de: Matheus Andrade/Santuário Nacional

missa 8º dia da AGCNBB 2015

 

Em sua homilia, Dom Petrini destacou a realização da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos com o objetivo de buscar diretrizes operacionais para a pastoral da pessoa humana e da família. O bispo citou os grandes desafios pastorais e a valorização da família na sociedade atual e mencionou a preocupação do Papa Francisco com tantas feridas produzidas quando o amor da família é vivido longe do amor de Deus.

“O Papa Francisco está preocupado com mundo atual que se torna uma babilônia e que perde o verdadeiro significado da vida em família”, afirmou. Dom Petrini citou três grandes tarefas da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos:

“A primeira grande tarefa deste Sínodo da Família é apresentar de maneira renovada o Evangelho da Família”, destacou.

Como segunda tarefa do Sínodo, o bispo afirmou que cabe à Assembleia Extraordinária enfrentar as feridas e situações que colocam em risco a vida familiar. Por último, Dom Petrini citou que também é papel do Sínodo, apesar de não estar contemplado em seu subsídio, incentivar a dimensão social da família para que ela possa dialogar com a sociedade.  

Dom Petrini ainda citou as palavras de São João Paulo II referindo-se à família como Igreja doméstica e a importância da dimensão do sacramento do matrimônio. “O importante sacramento do matrimônio se torna presente na morte e na ressureição de Cristo. A família é uma pequena igreja, igreja doméstica”, declarou.

O bispo relatou que não faltam sinais de deterioração preocupante de alguns valores fundamentais da família e afirmou que o amor vivido como lazer e vínculos como amarra, onde o casal recusa-se a gerar filhos, ou ainda, o amor vivido com a fragilidade própria dos afetos, faz com que o individualismo se infiltre na família. “E se criam feridas, abandonos, separações e brigas que machucam os adultos e, principalmente, as crianças”.

O bispo destacou ainda o papel fundamental das Associações de família, formando em todas as cidades organismos que possibilitem com que ela tenha recursos para atuar como sujeito social, tendo seu papel como família cidadã. 

Às famílias, Dom Petrini pediu que os fiéis tenham Jesus como centro de suas vidas, renovando-se na paz e na alegria: “Convidem Jesus e Maria para que se tornem parte das suas vidas em família. Assim o verdadeiro milagre de uma vida de família cresce e vai renovando-se na paz e na alegria de Jesus”, finalizou.

Os bispos continuam em Aparecida até a esta sexta-feira (24), reunidos em Assembleia Geral decidindo as principais diretrizes da Igreja do Brasil. Mais informações sobre a 53ª Assembleia Geral da CNBB em a12.com/cnbb

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