Por Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia do 27º Domingo Comum

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

 

 

 

“Aumenta nossa fé!”

 

 

A força da fé

 

Ninguém faz favor a Deus por ter fé. É complicada esta parábola de Jesus sobre o servo que, depois do trabalho do dia, tem que servir o patrão e ainda dizer que é um servo inútil. A proposta de Jesus, que lemos neste texto está unida aos textos sobre a misericórdia de Jesus para com os 10 leprosos e a fé que cura.

 

Por que os discípulos pedem que Jesus lhes aumente a fé? Porque viram que ela é exigente. Para seguir Jesus é preciso fé. Fé é responder e aderir com amor a Deus que nos chama a Si e para nos dedicarmos aos irmãos. A palavra inútil no original grego dá o sentido de inutilidade, mas originariamente corresponde à palavra de Jesus no contexto do envio dos discípulos em missão: “De graça recebestes de graças deveis dar” (Mt 10,8). Anunciar a fé e fazer milagres é um dom.

 

 

Não é obra nossa. A força da fé está no servir. Serviço gratuito significa vida. Jesus serviu até o fim e só pediu ao Pai que recebesse seu espírito. Nem a ressurreição lhe pediu. Sabia que, estando nas mãos do Pai, nada lhe faltaria. Deus não tem obrigação de estar premiando nossa fé e nossa boa vontade. Serviço pago é negócio.

 

A fé pequena como uma sementinha tem poder de transplantar uma planta e lançá-la no mar. É a mesma fé que moveu Abraão a deixar a terra, Moisés abrir o mar e tirar água da rocha. Não se trata de milagre, mas de uma vida movida pela fé. Fé não é enfeite da religião cristã, é o que move sua vida no seguimento de Jesus até à cruz. Paulo ensina a Timóteo a guardar o depósito da fé. A fé deve ser reavivada continuamente, como se sopram brasas para se manter aceso o fogo.

Fé dá segurança

 

Esta é a fé que vai crescer no discípulo. A segurança está na certeza que Deus fará acontecer Sua palavra, conforme no diz Habacuc. Fé não é um pulo no escuro, mas jogar-se na certeza de Deus. Lembramos a expressão usada para uma criança saltar nos braços do pai: “Pula que o papai te pega!”. Não existe o medo, mas a certeza porque sempre deu certo.

 

O justo viverá pela fé (Hb 2,4): A fé dá um sustento acima das condições humanas. Por isso as seguranças humanas são secundárias. O modelo da fé é a vida de Jesus que confiou no Pai. Paulo diz: “Eu sei em quem acreditei” (2Tm 1,12). A autossuficiência limita a pessoa no vazio. Mesmo que sintamos nossa fé muito fraca, sabemos que ela tem sempre a força de Deus como a sementinha que produz uma grande árvore.

Correspondência à fé.

Nós continuamos com nossa simplicidade a servir sem receber em troca a não ser o direito de continuar servindo. A prova da fé é jogar-se no amor ao próximo. Não existe fé sem amor. Não basta dizer eu creio em Jesus. É preciso manifestar pelas obras da caridade. Onde existe o amor existe a fé em Jesus e a vida eterna.

 

Remover montanhas é sair de si e jogar-se no mar do amor ao próximo e na dedicação aos mais desfavorecidos, também espiritualmente. Isso é ser servo inútil. Fazer o que se deve fazer sem se preocupar com pagamento, com honra e glória. O Papa Francisco nos ensina que tudo acontece na humildade. Aumentar a fé significa aumentar a confiança. Reavivar a fé é dar força ao dom de Deus que nos foi dado. Tudo faremos com o poder do Espírito. A fé recebida deve ser testemunhada. Se não há o testemunho é porque ainda não foi acolhida.

 

A fé é uma fortaleza. Na simbologia cuneiforme (escrita da Babilônia) o desenho da palavra fé é uma muralha. Esta fidelidade exige de nós, mas é uma defesa contra uma vida maquiada de fé, sem coerência. Por isso em cada celebração dominical professamos nossa fé.

 

Leituras: Habacuc 1,2-3;2,2-4; Salmo 94; 2Timóteo 1,6-8.13-14; Lucas 17,5-10

 

Ficha nº 1272 - Homilia do 27º Domingo Comum (06.10.13)

 

 

Ninguém faz favor a Deus por ter fé. Os discípulos pedem que Jesus lhes aumente a fé, pois é exigente. Para seguir Jesus é preciso ter uma fé que vai às conseqüências da dedicação aos irmãos. Fé é um dom para viver a vida de Jesus que foi o servidor gratuito. Não pediu nada ao Pai. Entregou-lhe seu espírito. Fé não é fazer o milagre de mover montanhas, mas mover a vida, que é mais difícil. A fé moveu os patriarcas. Fé não é enfeita. É preciso ser reavivada.

 

 

A segurança da fé está na certeza que Deus fará acontecer sua Palavra. Não é um pulo no escuro, mas jogar-se na certeza de Deus. A fé dá um sustento acima das condições humanas. O modelo da fé é a vida de Jesus que confiou no Pai.

 

 

É preciso continuar servindo sem receber em troca a não ser o direito de continuar servindo. A prova da fé é jogar-se no amor ao próximo. Onde existe o amor existe a fé em Jesus e a vida eterna. Ser servo inútil é fazer o que se deve sem se preocupar com pagamento, com honras e glória. Reavivar é a fé é dar força ao dom que Deus nos Deus e nos garante por seu Espírito.

 

 

 

Ninguém faz favor a Deus

 

 

O justo viverá por sua fé. Viver da fé já é pagamento de tudo que fazemos por Deus. É como os operários que devem dizer “somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer”. Não fizemos mais que deixar crescer em nós a semente da fé. Parece uma proposta mal educada. Se vivo da fé, já estou pago.

 

 

A fé é como uma sementinha. Tem em si toda a força que Deus dispõe para nós transformamos a vida e tudo mais, como se fosse dar ordem a uma árvore que se lance ao mar.

 

 

Por isso S. Paulo chama Timóteo a reavivar, como acender um fogo que estava em brasa sob as cinzas, a fé que temos.

 

 

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