Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia do 28º Domingo Comum

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

“Tua fé te salvou”

 

Curados de corpo e alma

 

 

A liturgia da Palavra deste domingo nos dá a dimensão da fé que cura o homem todo. Temos a história de Naaman, o valoroso guerreiro que era leproso, e do samaritano que curado da lepra volta para agradecer. Dos 10 leprosos que foram curados, só o samaritano voltou. Só ele foi salvo. Jesus lhe diz: “Levanta-se e vai! Tua fé te salvou”! (Lc 7,19). Notamos que ser curado não basta para ter a salvação. Sabemos que muita gente ganhou milagres de Deus e não se converteu.

 

 

 

Deus não nega o milagre. Mas a salvação depende do reconhecimento da ação de Deus em Cristo. Nós é que não sabemos aproveita-lo para nossa salvação. O agradecimento que Naaman apresenta e a atitude reconhecida do samaritano são a prova que o milagre foi maior que a cura: curou o coração, convertendo-o para Deus como diz o pagão Naaman: “Permite que teu servo leve daqui terra que dois jumentos possam carregar. Pois o teu servo já não oferecerá holocausto ou sacrifício a outros deuses, mas somente O Senhor” (2Rs 5,17).

 

O reconhecimento se torna culto a Deus. O outro leproso, “vendo-se curado voltou glorificando a Deus em alta voz; e atirando-se aos pés de Jesus com o rosto por terra, lhe agradeceu” (Lc 17,15). Aqui temos que repensar nosso relacionamento com Deus que, com toda gratuidade, nos beneficia, inclusive com milagres. E queremos pagar promessas a Deus achando que retribuímos ao que nos fez. Deus faz os milagres que pedimos. E em que modificamos nossa vida tornando-a culto a Deus? Na oração da Eucaristia de hoje nós pedimos que “nossas atividades sejam precedidas e acompanhadas com a graça de Deus para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer”.

 

 

Servidores de Deus

Paulo indica a Timóteo que à gratuidade de Deus, dando-nos Jesus Cristo, deve corresponder uma dedicação total, mesmo no maior sofrimento. Sofrer por Cristo é a resposta a essa gratuidade e a garantia de nossa fé. Deus não quer o sofrimento por Cristo, mas o acolhe na união com o sacrifício de Cristo: “Se com Ele morrermos, com Ele viveremos. Se com Ele ficamos firmes, com Ele reinaremos” (2Tm2,11-12).

 

Eliseu tendo acolhido o general sírio, não fez estardalhaço com o milagre, mas na humildade mandou que se lavasse no rio Jordão. Não aceitou presentes porque sabia que era Deus quem agia. Não vendemos os dons de Deus no exercício do ministério e também ninguém compra Deus com ofertas, nem que sejam vultuosas. Todos fazemos nossa obrigação de abrir os caminhos para que todos possam chegar a Deus.

Eucaristia continuada

 

 

Nossa vida será eucarística não quando ficamos diante do Santíssimo (o que já é muito bom), mas quando levamos pelo dia a fora o agradecimento a Deus por tudo o que nos faz e somos capazes de agradecer às pessoas pelo que nos fazem. Salário não paga o amor que uma pessoa dedica ao trabalho do emprego que lhe damos.

 

 

Uma Eucaristia é bem celebrada quando assumimos suas dinâmicas em nossos relacionamentos. Por isso diziam dos primeiros cristãos: “Vede como se amam”. Não é sem razão que o culto cristão se chama Eucaristia, isto é, Ação de Graças. Damos graças a Deus oferecendo-lhe como resposta o próprio Filho em seu Sacrifício de entrega total pela humanidade. Em cada missa dizemos: “Deus graças ao Senhor Nosso Deus! É nosso dever e salvação”. Agradecer é tomar o caminho da Salvação.

 

 

Leituras: 2º Reis, 5,14-17;Salmo 97; 2ªTimóteo 2,8-13;Lucas 17,11-19.

 

 

Ficha nº 1274 - Homilia do 28º Domingo Comum (13.10.13)

 

 

 

Temos dois milagres de dois estrangeiros leprosos. Estes homens são agradecidos. Deus faz milagres, mas para a salvação é necessária a fé agradecida. O general sírio Naamã transforma a cura em culto agradecido a Deus. Pagando nossas promessas não fazemos negócios com Deus. É preciso a conversão para que tenhamos a salvação.

 

 

A gratuidade de Deus deve corresponder a uma dedicação total, mesmo no sofrimento. Deus não quer o sofrimento, mas o acolhe em união ao sacrifício de Cristo. Eliseu faz o milagre na humildade. Não aceitou presentes, pois não vendemos os dons de Deus no ministério. Todos fazemos nossa obrigação de abrir os caminhos para que todos possam chegar a Deus.

 

 

A vida eucarística não consiste só na adoração, mas em levar pelo dia a fora o agradecimento a Deus por tudo que nos faz e quanto somos capazes de agradecer aos outros pelo que nos fazem. O salário não paga o amor que o operário põe em seu trabalho. Ela é bem celebrando quando colocamos suas dinâmicas em nossa vida. Eucaristia, nome do culto cristão, é a forma máxima de agradecimento a Deus através de Cristo.

 

           

A vez de quem não presta     

 

 

O samaritano é o patinho feio. Sempre falam mal dele. Contudo, ele é o bom samaritano que faz caridade e é ele quem volta para agradecer. Soube crer e aproveitar para mostrar sua fé.

 

 

Jesus curara 10 leprosos que imploravam a cura. Não curou imediato, mas enviou-os aos sacerdotes do templo para registrarem a cura da lepra e oferecerem o sacrifício de ação de graças. Foram curados, mas só o samaritano voltou para agradecer. Os outros foram curados no corpo. Este foi curado na alma, recebendo a salvação: “Levanta-te e vai. Tua fé te salvou”.

 

 

A Eucaristia é Ação de Graças. Por ela temos a salvação. Quando somos capazes de agradecer às pessoas que nos servem e nos ajudam, e com dignidade retribuímos o que fizeram, estamos aprofundando nossa fé e vivendo sempre melhor o mistério da salvação.

 

 

 

 

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