Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia do 30º Domingo Comum

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

 

“Oração na humildade”

 

Orar como Jesus

 

Jesus é o Servo que veio do Pai para o mundo e se fez homem na condição da fraqueza e da humildade, como lemos em Filipenses (Fl 2,5-11); Viveu na humildade e com os humildes; e morreu no total abandono. Podemos ver que a humildade é sua identidade. Por isso Deus o exaltou pela Ressurreição e pela Glorificação. Na parábola do fariseu e do cobrador de impostos que vão ao templo para rezar Jesus ensina sobre a oração. O fariseu reza vangloriando-se diante de Deus das coisas boas que fazia.

 

 

 

 

O cobrador de impostos, apresenta a Deus sua súplica batendo no peito pedindo perdão dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador” (Lc 18,13). A humildade de Jesus coincidia com seu modo de rezar. A oração, para ser ouvida, deve nascer da humildade como ensina a primeira carta de Pedro, “porque Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes” (1Pd 5,5). É essencial para a oração que ela seja como é Jesus. Assim identificados, torna-se possível fazer a oração atravessar as nuvens: “Quem serve a Deus como Ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até às nuvens” (Eclo 35, 20-21).

 

A parábola reflete onde está o orgulho. Está na discriminação dos fracos e dos pecadores, o que Jesus não fazia. O fariseu diz que não é como os outros homens. Deus não condena o bem que ele faz, mas o modo de fazer-se grande diante de Deus. O orgulho é querer ser igual a Deus, como fizeram os primeiros pais no Paraíso. Fazendo-se iguais a Deus, dão-se o direito de discriminar e oprimir. A atitude de Maria é diferente: “O Senhor olhou a humildade sua serva” (Lc 1,48). A humildade é uma virtude que engloba em si os qualificativos do amor. Uma virtude bem vivida reflete-se em todas as outras que na verdade são uma só.

 

A Oração é uma escola

 

A oração humilde ensina nossa situação diante de Deus. O pecador sai justificado porque foi capaz de se ver diante de Deus. Fazendo-se pequeno assume a posição mais alta do ser humano: de joelhos diante de Deus para O adorar e, dos outros, para servir e lavar-lhes os pés.

 

Ela nos ensina a dependência filial de quem ama e vê Deus como fonte de todos os bens. Descobrimos na oração que somos irmãos, filhos do mesmo Pai que não faz distinção de pessoas. Conhece as pessoas pelo coração de Deus, pois as encontra Nele. Não condena, mas age como Jesus faz com a pecadora: “Nem Eu te condeno” (Jo 8,11).

 

A oração humilde é balbuciada dentro de nós pelo Espírito que nos une ao Pai e conduz ao diálogo com os irmãos. Ela nos faz solidários. Unidos à humildade intercessora de Jesus que pelo seu Espírito nos faz intercessores. Como lâmpadas acesas, iluminamos os caminhos para a fé chegar aos corações. Ela purifica do orgulho.

 

 

Combati o bom combate

 

 

A oração é sustentada pela fé pela qual Paulo travou um grande combate e foi vitorioso. Sua vida de fé o prepara para a máxima oração que é a entrega de sua vida: “Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício” (2Tm 4,8). A humildade que sente em si é a consciência de ter se dedicado e guardando a fé. Paulo se pusera a serviço das igrejas cuidando delas com a ternura de um pai. Mesmo abandonado por todos, confia Naquele que esteve sempre ao seu lado. Na sua humildade reconhece o pecado em que vivia: “Outrora eu era blasfemo, perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia porque agi por ignorância” (1Tm 1,13). Na fidelidade a Deus celebramos a Eucaristia na qual nos unimos a Cristo na sua oferta e nos oferecemos junto com Cristo para a vida do mundo.

 

Leituras: Eclesiástico 35,15b-17.20-22;Salmo 33; 2Timóteo 4,6-8.16-18; Lucas 18,9-14

 

 

Ficha nº1278 – Homilia do 30º Domingo Comum (27.10.13)

 

Jesus humilhou-se na Sua Encarnação. A humildade é sua identidade. Na parábola do fariseu e do pecador Jesus ensina sobre a oração. Um é orgulhoso e o outro pede perdão com humildade. A humildade de Jesus coincidia com seu modo de rezar. A oração deve nascer da humildade. O orgulho não gera oração e tem como fruto a discriminação. Querer ser igual a Deus dá-se o direito de discriminar. A humildade engloba em si os qualificativos do amor.

 

 

A oração humilde ensina nossa situação diante de Deus. Faz-nos ver quem somos. Ensina a dependência filial, nossa fraternidade e a aceitação sem discriminação. Conhece as pessoas pelo coração de Deus e Nele as encontra. Não condena. Ela é balbuciada em nós pelo Espírito que nos une ao pai e conduz ao diálogo. Faz de nós intercessores. Purifica do orgulho.

 

 

 

A oração é sustentada pela fé pela qual Paulo travou o combate e foi vitorioso. Sua vida de fé o prepara para a máxima oração que é entrega de sua vida. Tem consciência de ter se dedicado e se pusera a serviço das Igrejas. Reconhece seu pecado, pois agiu por ignorância. Na Eucaristia nos unimos a Cristo pelo mundo.

 

 

 

Saber onde mora

           

Temos refletido sobre a oração: como rezar, insistência da oração, saber agradecer e ter fé. São Tiago diz que não somos atendidos porque não sabemos rezar. Só pedimos para nosso bem (Tg 4,13).

 

 

No evangelho de hoje há uma afirmação que pode orientar nossa oração: a humildade. O barrigudão do fariseu ainda contava vantagem sobre o outro e diante de Deus fazia uma ladainha de suas proezas espirituais. O outro rezava com humildade pedindo perdão e piedade de Deus pelos seus pecados. Jesus foi claro. Um voltou melhor, o que pediu perdão. O outro voltou na mesma. Não soube rezar. Cada um deve saber onde está sua vida. Onde mora seu coração. Diz Jesus: Onde estiver o teu tesouro aí estará teu coração’ (Mt 21,6).

 

 

A humildade leva a Deus. O orgulho distancia de Deus.

           

 

 

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