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Missa da manhã: “Todos nós somos fontes nas mãos de Deus”

padre_n_s_aparecidaNo 8º dia da Novena da Padroeira, a santa missa das 9h00 foi presidida pelo Missionário Redentorista padre José Luís Queimado, de Tietê (SP).

Durante a procissão de entrada, a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi levada pelo celebrante até o Altar Central – após a celebração, a Imagem Peregrina foi enviada à Paroquia São João Bosco, de Curitiba (PR).

A celebração levou os fiéis a refletirem sobre o Evangelho segundo João 7,37-39a:

37 E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.

38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.

39 E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.

Em seguida, o celebrante proferiu sua homilia, na qual comentou também sobre as leituras realizadas, Cântico dos Cânticos e o Livro de Judite, e lembrou o lema da Novena da Padroeira de hoje: ‘Maria: Mulher Eucarística’.

O celebrante começou falando sobre o Evangelho: “Todos nós somos fontes nas mãos de Deus, mas precisamos prestar atenção: qual a água que brota do meu coração? É água boa para que meu irmão tenha vida? Podemos ser água barrenta, ser fonte de lodo, fonte seca para doar a quem está do nosso lado. Quantas vezes fomos também fonte de morte e destruição? Fonte de intolerância e incapacidade de aceitar os que pensam diferente de mim. Será que não sou agressivo, invejoso e violento, mesmo atrás de um computador e um celular agredindo as pessoas que não conheço?”, questionou os fiéis.

Em seguida, padre José Luís falou sobre o Cântico dos Cânticos: “Os judeus pensavam que a amada seria o povo de Israel e o amado seria Deus. Nos dias de hoje, este amado é claramente Jesus, que elogia sua Igreja. Por onde nós passarmos como Igreja, temos que levar vida. Não existe fonte maior de amor e salvação do que Maria, a quem hoje elevamos nosso olhar e veneramos como Mãe querida”.

O tráfico de seres humanos, inclusive de africanos para o Brasil, foi criticado pelo padre:

“Esta Imagem grita para nós: ‘Eu sou a Mãe de Jesus, e sou negra, assim como meu povo, meus filhos que estão sofrendo. Eu vim para Eu vim para libertar e para que meu povo tenha vida. Quero que tenham dignidade’. Maria grávida e negra traz em seu ventre a esperança de um mundo melhor. Ela é a fonte de mais clara e pura, um rio de água viva”.

Ao final da Celebração, os fiéis receberam a Bênção do Santíssimo.

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