Por Tatiana Bettoni Em Notícias

Padre Pelaquim conta como foi início da orquestra Pemsa

Padre Ronoaldo Pelaquim, Missionário Redentorista, foi um dos idealizadores do Pemsa (Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida), ao lado de Dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida.Ao longo desses 10 anos de trabalho, centenas de jovens da região receberam formação musical gratuita, com aulas de canto, percussão e instrumentos como violino, flauta e saxofone.

Hoje, mesmo distante do projeto, padre Pelaquim fala com carinho dos resultados alcançados ao longo da última década. Ele conta que o Pemsa nasceu a partir da ideia de formar músicos e cantores para montar uma orquestra para o Santuário Nacional. Em 2003, incentivado por Dom Darci Nicioli, o padre se uniu a três maestros: Ismael Floriano, Altair Lobato e Júlio Ricarte.“Primeiro, saímos em busca de músicos. Pouco tempo depois, chegamos com um caminhão cheio de instrumentos.

Foi tudo bem pensado, com ideal em mente. A ideia inicial era começar do zero. Tanto que, no início, fizemos propaganda nas rádios, anunciando inscrições para crianças de 7 a 17 anos. E tivemos mais de 600 crianças entusiasmadas com a ideia. É um nível excelente para uma cidade do interior como é Aparecida”, lembra o sacerdote.Nestes 10 anos, o Pemsa formou centenas de profissionais, que passaram de alunos a professores em escolas de música, sem contar os que integram orquestras no Brasil e no mundo.

Os resultados são motivo de orgulho para o idealizador, que reforça o papel social do projeto, já que para participar é preciso ser de família em situação de vulnerabilidade social.“O Pemsa possui como principais características: levar a música a quem não tem condições financeiras e que adquire capacidade, com teoria e prática; amadurecimento, porque a música é uma ciência rígida que exige seriedade; possibilidade de encarar a música como profissão. Isso tudo educa e faz com que o jovem adquira capacidade social, de honestidade, dedicação”, avalia.

Após uma década de trabalho, padre Pelaquim acredita que o projeto deu certo porque foi feito com dedicação e amor: “Mais que um sucesso, é uma realização concreta, que deu certo e deixa a gente feliz. No momento, não estou à frente do projeto por estar em outro local, mas continuo seguindo de longe e assim eu continuo feliz!”.

 

Foto de: A12

Dom Darci Nicioli, Maestro Lobato, Dom Raymundo Damasceno, padre Pelaquim e padre Domingos Sávio

 

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