Dom Antônio Ranis Rosendo dos Santos, C. Ss. R. - Bispo Diocesano de Caicó (RN)
A Igreja é o Povo de Deus convocado por Cristo para anunciar o Reino (cf. Lumen Gentium, 5 e 9). Por sua Palavra, Cristo a chama e ilumina; na Eucaristia, reúne-a, alimenta-a e a envia. A comunidade recebe o pão da vida em duas mesas: a da Palavra e a do Corpo de Cristo (cf. Dei Verbum, 21). Elas não apenas a sustentam, mas lhe indicam o caminho. O Documento Final do Sínodo (2021 - 2024) aproxima a assembleia eucarística da sinodal: em ambas, a Igreja se reúne em nome de Cristo, escuta a Palavra e busca no Espírito a vontade de Deus (cf. n. 27). Daí brotam sinais concretos.
Um deles é a Igreja que escuta antes de decidir: a Palavra de Deus é o ponto de partida e o critério do discernimento eclesial (cf. n. 83). Por isso, comunidades, conselhos e assembleias rezam, ouvem e discernem com liberdade diante de interesses pessoais ou de grupo, buscando o bem comum.
Outro sinal é uma Igreja que vive a unidade como harmonia das diferenças. Na Eucaristia, vocações, carismas e sensibilidades diversas participam do único Pão: “embora sejamos mui-tos, formamos um só corpo” (1Cor 10,17). Caminhar juntos não exige uniformidade, mas comunhão no Espírito.
Também é sinal uma Igreja em que cada batizado assume sua parte. Sem confundir vocações e ministérios, todos oferecem seus dons para a edificação comum, na “corresponsabilidade diferenciada” indicada pelo Sínodo (cf. nn. 26 e 28). Isso se vê no cuidado com os enfermos, aos quais os ministros levam a Sagrada Comunhão; e quando, não sendo possível celebrar a Eucaristia dominical, a comunidade, embora a deseje, reúne-se em torno da Palavra, onde Cristo também está presente.
A sinodalidade manifesta-se ainda numa Igreja que serve Cristo nos pobres e feridos: neles encontramos “o rosto e a carne de Cristo” (n. 19). Quem escuta a Palavra e comunga o Corpo do Senhor é chamado à partilha e ao cuidado, acolhendo os pobres como sujeitos da evangelização.
Esses alimentos fazem da comunidade uma Igreja enviada: a sinodalidade não é fim em si mesma, mas serve à missão (cf. n. 32). A Palavra escutada torna-se anúncio; o Pão partilhado, caridade; a comunhão celebrada, testemunho.
Com Maria, Mãe Aparecida, aprendamos a escutar a Palavra, acolher Cristo, perceber as necessidades dos pobres e pôr-nos a caminho (cf. n. 29). Assim, se edifica uma Igreja sinodal, enviada a servir.
A piedade popular e a Palavra de Deus
Foi neste local, durante a reza do terço, que aconteceu o Milagre das Velas, que ajudou a popularizar a devoção à Padroeira do Brasil.
Tudo nos leva à cruz, no alto da torre!
No alto da torre está a coroa de Nossa Senhora, com 4 metros de altura e de diâmetro, pesando duas toneladas, tendo no topo a cruz, postada sobre a coroa, a 44 metros de altura.
Projetos sociais do Santuário Nacional marcam presença no terceiro dia da Novena da Padroeira
Nesta segunda-feira (05), o Santuário Nacional celebra o terceiro dia da Novena da Padroeira. ntre muitos projetos estavam o Acolher Bem, o Trilhas do Viver e o Esteio de Luz.
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