Em 1º de outubro, a Igreja no Brasil e no mundo faz memória de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. O nome desta jovem santa carmelita é muito conhecido, mas nem todos sabem quem ela realmente foi.
Nascida em Alençon, França, em 2 de janeiro de 1873, Teresa foi a caçula de uma família de nove filhos, sendo que quatro morreram ainda jovens. Seus pais, Luis e Zélia Martin, eram católicos e piedosos, e conduziram Teresa e suas irmãs, Marie, Pauline, Leonia e Celina, pelo mesmo caminho.
Mas o que fez com que ela se tornasse tão conhecida entre os fiéis? Ela viveu por apenas 24 anos, mas sua vida deixou um testemunho de santidade e ensinamentos espirituais que ajudam pessoas a se aproximarem de Deus ainda hoje.
A seguir, leia sete fatos sobre a vida de Santa Teresinha:
Seu nome de batismo era Marie-Françoise-Thérèse, em português, Maria Francisca Teresa Martin. Com apenas quatro anos de idade, em 1877, ela ficou órfã de mãe, o que a marcou profundamente. Após o falecimento, a irmã mais velha, Pauline, é quem se torna uma segunda mãe para a caçula. Posteriormente, a família se muda para Lisieux.
Em 1882, porém, a irmã mais velha entrou no Carmelo e Teresinha, meses depois, ficou gravemente doente. Sua família passa a rezar para Nossa Senhora das Vitórias e, em 13 de maio de 1883, as demais irmãs rezam de frente para a imagem de Maria colocada ao lado da cama da caçula. Segundo Teresa, ela vê a Virgem sorrindo para ela e, após o ocorrido, se cura totalmente.
Quatro anos depois, em 29 de maio de 1887, com apenas 14 anos, Teresa disse ao seu pai sobre seu desejo de entrar também para o Carmelo.
Pela sua pouca idade, não era possível, mas, após uma peregrinação a Roma, Teresinha teve a coragem de pedir ao Papa Leão XIII autorização para entrar com 15 anos. Essa foi a resposta do Papa: “Se Deus quiser, entrarás.” E assim foi: em 9 de abril de 1888, com 15 anos, Teresa entrou para o Carmelo.
Quando estava no Carmelo, Teresinha escreveu sua autobiografia, intitulada “História de uma alma”, que se tornou conhecida após sua morte e se difundiu pelo mundo.
Embora tenha vivido na clausura, Teresinha entendia como sua missão de vida a intercessão pelas almas e, de forma especial, rezava pela missão da Igreja e pelos missionários. Foi declarada padroeira universal das missões em 14 de dezembro de 1927, pelo Papa Pio XI, junto de São Francisco Xavier.
Foi proclamada Doutora da Igreja por São João Paulo II, em 1997, em reconhecimento de sua contribuição espiritual.
Seus pais também passaram pelo processo de canonização e foram declarados santos em 18 de outubro de 2015, pelo Papa Francisco, 90 anos após a filha.
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Fonte: Les archives du Carmel de Lisieux
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