Santo Padre

Papa pede pelo combate à fome e pela agricultura sustentável

Em mensagem à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Leão XIV afirmou que o combate exige solidariedade internacional.

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Escrito por Redação A12

16 OUT 2026 - 14H09 (Atualizada em 16 OUT 2026 - 15H43)

Reprodução/ Vatican News

O Papa Leão XIV criticou o uso dos alimentos como arma de guerra e defendeu a tecnologia a serviço da dignidade humana, em mensagem à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pelo Dia Mundial da Alimentação, comemorado todo dia 16 de outubro.

O texto foi dirigido ao diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e lido pelo Arcebispo Fernando Chica Arellano, observador permanente da Santa Sé junto à organização, durante a cerimônia oficial realizada em Roma. A mensagem também foi apresentada no contexto do Fórum Mundial da Alimentação (WFF), promovido entre os dias 8 e 16 de outubro. 

O Pontífice afirmou que o combate à fome exige vontade política, solidariedade internacional e compromisso com a dignidade humana.

"Encontramos-nos atualmente em uma situação paradoxal, na qual o progresso global avança a um ritmo cada vez mais acelerado, enquanto a fome e a pobreza continuam a persistir. Não se trata de um problema técnico ou financeiro, mas sim de uma profunda crise antropológica e ética", escreveu o Papa.

Leão XIV também ressaltou que o acesso a alimentos seguros, adequados e suficientes é um direito humano fundamental. Para ele, a inovação precisa priorizar o bem comum e respeitar a dignidade das pessoas, especialmente das mais vulneráveis.

Alimentos não devem ser usados como arma de guerra

Na mensagem, o Pontífice criticou o uso da alimentação como instrumento de pressão política e econômica, sobretudo em contextos de conflito:

“O pão não deveria ser nem um instrumento de pressão geopolítica nem um bem financeiro volátil. Tampouco deve jamais ser usado como arma de guerra.”

Ele também destacou a importância de proteger os recursos naturais, como a água e o solo, e de valorizar práticas agrícolas sustentáveis. Segundo ele, o desenvolvimento tecnológico deve contribuir para a preservação ambiental e para melhores condições de vida dos agricultores.

Pontífice defende redirecionamento de recursos

Ao propor medidas concretas para enfrentar a fome, Leão XIV pediu que parte dos recursos destinados à indústria bélica seja direcionada à pesquisa agrícola sustentável e à recuperação de solos degradados:

“O amanhã não é um período de tempo abstrato que nos aguarda passivamente; é, antes, a colheita do que semeamos hoje através das nossas decisões. Se semearmos uma inovação não ética, baseada no desejo de dominar a terra e excluir os fracos, colheremos aridez e conflitos. Se, ao contrário, a inovação brotar do respeito pela ordem natural e da justiça para com aqueles que passam fome, o amanhã trará uma mesa farta para o sustento da humanidade.”

O Pontífice concluiu que as decisões tomadas no presente terão consequências para as próximas gerações e incentivou os participantes do Fórum Mundial da Alimentação a transformar compromissos em ações concretas contra a insegurança alimentar. 

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Fonte: Vatican News

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