Santo Padre

Papa reza pelo acolhimento a quem sofre com saúde mental

Leão XIV coloca a saúde mental entre as intenções de oração de outubro e chama atenção para os desafios enfrentados por milhões de pessoas.

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Escrito por Redação A12

01 OUT 2026 - 11H35

Reprodução/Vídeo do Papa

Na intenção de oração para outubro, Leão XIV pede que a Igreja amplie o cuidado com a saúde mental. O Papa destaca a necessidade de acolher pessoas que enfrentam ansiedade, depressão e outras doenças mentais.

A intenção foi divulgada pela Saiba mais: Como pais podem ajudar seus filhos na prevenção ao suicídio. O pedido também chama atenção para o combate ao estigma e à discriminação.

“Rezemos para que a pastoral da saúde mental se integre em toda a Igreja, ajudando a superar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais.”

A proposta é que as comunidades católicas sejam espaços de escuta e acolhimento. A Igreja também é chamada a acompanhar quem enfrenta sofrimento psíquico.

Assista abaixo e selecione as legendas em português:

Papa destaca sofrimento que muitas vezes é invisível

A saúde mental afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam os transtornos mentais entre as principais causas de incapacidade.

O acesso ao tratamento também apresenta grandes desigualdades. Segundo a OMS, os governos destinam, em média, 2% dos orçamentos de saúde à saúde mental. O percentual permanece nesse patamar desde 2017.

Na oração de outubro, Leão XIV recorda as pessoas que vivem com sofrimento psicológico. Para ilustrar a intenção, o Papa aparece com uma imagem de Santa Dimpna.

A santa é tradicionalmente associada à proteção das pessoas com transtornos mentais. Também é considerada referência para quem cuida delas.

Reprodução/Vídeo do Papa Reprodução/Vídeo do Papa

Ao se dirigir ao “Deus da vida”, o Pontífice fala sobre situações que muitas vezes permanecem escondidas.

“Hoje apresentamos-Te os nossos irmãos e irmãs que enfrentam desafios na sua saúde mental, que sofrem em silêncio a ansiedade, a depressão ou outra doença mental. Tu chamas cada um pelo nome, com ternura, e em Ti encontram dignidade e esperança.”

Leão XIV pede uma Igreja sem julgamentos

O Papa também reconhece que a própria comunidade cristã pode contribuir para o estigma. Por isso, a oração inclui um pedido de perdão pelas vezes em que a Igreja deixou de acolher pessoas com doenças mentais. Leão XIV pede que as comunidades sejam lugares seguros para quem sofre.

“Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar, uma comunidade que acompanha e não exclui, que escuta sem julgar e se aproxima sem medo.”

Cuidado com a saúde mental envolve toda a comunidade

A oração de outubro também inclui familiares, profissionais e voluntários. Essas pessoas acompanham de perto quem enfrenta ansiedade, depressão e outras doenças mentais.

Para elas, Leão XIV pede “força e compaixão para amparar”.

O Papa também invoca o Espírito Santo. A intenção é que o cuidado com a saúde mental faça parte “na vida e na missão” das comunidades cristãs.

A oração pede que a Igreja seja um sinal da misericórdia de Deus, “que nunca abandona e sempre restaura”.

Esse acompanhamento, porém, possui limites. A atuação pastoral não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento médico e psicológico.

Um exemplo é o Ministério da Saúde Mental criado em 2022 pela Diocese de Phoenix, nos Estados Unidos. A iniciativa foi criada pelo bispo John Dolan.

Segundo Dolan, o trabalho pastoral não consiste em “diagnosticar, prescrever ou tratar”. A proposta é acompanhar pessoas em momentos de sofrimento e ajudá-las a reconhecer a própria dignidade. “Este ministério consiste em amar e acompanhar.”

Papa já falou sobre saúde mental com jovens

Leão XIV também tratou do tema durante sua viagem apostólica à Espanha. Em 9 de junho, durante uma vigília de oração com jovens em Barcelona, uma jovem relatou ao Papa sua experiência com a depressão e uma tentativa de suicídio.

Na resposta, Leão XIV afirmou que a saúde mental está “cada vez mais ameaçada”. O Papa relacionou o cenário às pressões e expectativas presentes nas sociedades contemporâneas.

Para o Pontífice, o sofrimento mental também revela os limites de uma ideia de progresso que pode colocar pessoas sob forte pressão.

Na ocasião, Leão XIV recordou a presença de Cristo diante do sofrimento humano. Também destacou a importância de enfrentar a dor em comunidade. “Não podemos fazer isso sozinhos”.

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Saiba mais: Como pais podem ajudar seus filhos na prevenção ao suicídio

Fonte: Vatican News

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