A Paróquia São Paulo Apóstolo, em Poços de Caldas (MG), viveu a Terceira Fase das Santas Missões Redentoristas entre os dias 9 e 27 de setembro de 2026, com a presença das Equipes Missionárias de São João da Boa Vista e Araraquara.
Realizada na Diocese de Guaxupé, a iniciativa envolveu as comunidades, os setores missionários, as famílias e diversas lideranças leigas da paróquia.
Esta foi a segunda experiência de trabalho missionário redentorista realizada na paróquia. Há mais de vinte anos, quando o pároco era o Pe. Carlos Virgílio Sággio, a comunidade já havia acolhido as Santas Missões Redentoristas, vivendo uma significativa experiência de evangelização e renovação da vida comunitária.
A retomada dessa caminhada missionária, portanto, recupera uma história já vivida e, ao mesmo tempo, abre novos caminhos para a evangelização.
Mural montado pelos participantes das Santas Missões Redentoristas
Contexto histórico e pedido de missão
Criada em 1º de fevereiro de 1998, a Paróquia São Paulo Apóstolo nasceu a partir do desejo de Dom José Geraldo de constituir uma nova comunidade eclesial na região do Jardim São Paulo e bairros vizinhos.
Ao longo dos anos, acompanhou o crescimento da região e ampliou sua organização pastoral. Atualmente, conta com a Matriz São Paulo Apóstolo e as comunidades São Pedro, Santa Edwiges e Santa Teresinha.
A paróquia está inserida em uma realidade urbana marcada pelo crescimento populacional e pelos desafios próprios da evangelização.
Com aproximadamente 30 mil habitantes, apresenta também um expressivo número de pessoas vinculadas a outras denominações religiosas e, entre aqueles que se identificam como católicos, uma parcela significativa permanece distante da vida paroquial.
Foi nesse contexto que o pároco, Pe. José Maria de Oliveira Zema, solicitou a realização das Santas Missões Redentoristas.
Essa proposta buscou aproximar a Igreja das famílias, fortalecer a vida comunitária e despertar nos próprios paroquianos a consciência de que todos são chamados a participar da missão evangelizadora.
Após a aprovação da proposta pelas Equipes Missionárias Redentoristas, a coordenação ficou sob responsabilidade da equipe missionária de São João da Boa Vista, sob a direção dos padres José Roberto Pessanha e José Manoel Belo de Oliveira e das Irmãs Missionárias Silvana Sidney, CMC, e Franciella Aparecida Alves, CMC.
A experiência foi desenvolvida em diferentes fases, formando um processo contínuo de evangelização.
Na primeira fase foram realizadas visitas às famílias, levantamento sociorreligioso e organização dos setores missionários. Esse trabalho possibilitou conhecer melhor a realidade da paróquia e identificar pessoas e famílias que necessitavam de maior proximidade da comunidade.
Durante a segunda fase, a evangelização entrou de maneira mais intensa nas casas. Os encontros de “Missão nas Famílias” favoreceram momentos de oração, escuta, reflexão e partilha da Palavra de Deus.
Também ganhou destaque o “Andorzinho de Nossa Senhora”, levado de casa em casa como sinal da presença materna de Maria e como incentivo à oração e à convivência familiar.
Um dos frutos desse processo foi a organização de aproximadamente 61 setores missionários, envolvendo coordenadores e auxiliares leigos e formando um grupo de cerca de 125 novas lideranças para o desafio evangelizador.
Esses homens e mulheres passaram a desempenhar papel importante na articulação das famílias, na comunicação, na organização dos encontros e na animação da vida comunitária.
Para a realização da Terceira Fase, além da Matriz e das três comunidades já existentes, foram organizados 14 novos Centros Missionários em diferentes pontos do território paroquial.
Essa iniciativa procurou levar a ação evangelizadora para mais perto das pessoas. Os Centros Missionários, juntamente com as comunidades que já possuíam espaços próprios, tornaram-se pontos de encontro, acolhida, oração, celebração e anúncio da Palavra de Deus.
Com a presença dos missionários redentoristas, esses espaços ajudaram a fortalecer a proposta de uma Igreja que sai ao encontro das pessoas onde elas vivem.
Mais do que uma programação de atividades, a experiência buscou estreitar os vínculos entre as famílias e a comunidade paroquial, valorizando a participação dos leigos e favorecendo a proximidade da Igreja no território.
Durante as missões, há um momento dedicado à visita às famílias da comunidade
Uma caminhada que continua
Para os organizadores, as diferentes fases das Santas Missões não devem ser compreendidas como momentos isolados, mas como partes de um único processo missionário. O desafio é manter vivos os frutos alcançados, fortalecendo os setores missionários, as comunidades, as famílias e a participação dos leigos.
A missão não termina com a presença dos missionários; ela continua na vida cotidiana da comunidade, nas famílias, nos encontros, na oração e no compromisso de cada batizado.
O que foi semeado no passado pode novamente florescer quando uma comunidade se abre à ação de Deus e assume sua responsabilidade missionária.
Assim, a Terceira Fase deixa como perspectiva uma paróquia chamada a continuar caminhando: evangelizada e evangelizadora, acolhedora e missionária, fortalecida pela participação dos leigos e disposta a levar às famílias a Boa-Nova de Jesus Cristo e a mensagem da Copiosa Redenção.
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