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Novena da Tarde destaca a força evangelizadora da fé popular

No 6º dia da Novena da Padroeira, Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., refletiu sobre a piedade popular iluminada pela Palavra e sua relação com a vida cristã

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Escrito por Mário Pereira

08 OUT 2026 - 16H58 (Atualizada em 08 OUT 2026 - 18H08)

Thiago Leon

A Novena e Festa da Padroeira do Brasil de 2026 entrou, nesta quinta-feira (8), em seu 6º dia, com o tema: “Com Maria, praticamos a piedade popular, iluminada pela Palavra de Deus”.

Às 15h, os devotos presentes no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e aqueles sintonizados com a Rede Aparecida de Comunicação acompanharam a Novena da Tarde, que contou com a pregação do Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., Superior Provincial da Província Nossa Senhora Aparecida.

Em sua Mensagem de Esperança, o Missionário Redentorista lembrou que os devotos são convidados a compreender a piedade popular iluminada pela Palavra de Deus, presente nas diferentes formas de manifestar o amor e a confiança em Deus e em Maria:

“Tempo da novena é sempre um tempo forte de evangelização para crescermos na experiência da fé, como devoto, mas, acima de tudo, como seguidor e seguidora de Jesus Cristo. Veja como é importante entender o Santuário como lugar privilegiado para que a gente possa manifestar a piedade popular, mas também cultivar e amadurecer nesta vida de fé. Nós poderíamos dizer que somos atraídos por este instinto religioso que todos trazemos, mas, quando aqui chegamos, ao participarmos dos momentos celebrativos, de modo especial da Eucaristia e demais sacramentos, nós somos também orientados, instruídos e educados na vida de fé”.

O Padre Provincial ressaltou que estar na Casa de Maria faz parte do nosso DNA religioso e expressa essa piedade popular, que pode ser percebida por meio das promessas, da vela, da reza do terço e de tudo aquilo que materializa, simboliza e expressa a nossa confiança em Deus:

“Todos nós trazemos uma intenção, um pedido. Por isso rezamos por um parente ou familiar enfermo, por alguém que está passando por alguma necessidade e pede a nossa oração, e nos tornamos todos, como Maria, intercessores, pedindo a bênção, a graça de Deus para a vida da nossa família e da nossa comunidade. Por isso, Santuário como lugar privilegiado e teológico de encontro com Deus por essa manifestação popular da nossa fé”.

Thiago Leon Thiago Leon Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., durante pregação no 6º dia da Novena da Tarde


Em sua pregação, Pe. Marlos destacou dois documentos da Igreja que trazem referências à piedade popular. Primeiro, o da IV Conferência do Episcopado Latino-Americano, realizada em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana:

“O documento falou sobre a enculturação e vai apresentar a piedade popular como um elemento de identidade do nosso povo latino-americano, mas como uma força evangelizadora dentro do nosso continente. Isso é muito importante para que a gente perceba o grande lastro histórico e cultural dessa expressão popular da fé, que não pode ser desprezada, mas que a Igreja reconhece como uma grande forma de evangelização”.

Depois, recordou a V Conferência do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, em 2007, que aponta para esse reconhecimento da Igreja sobre a piedade popular:

“Diz que a religiosidade popular integra o corpo, o simbólico e a vida concreta sofrida, a labuta diária de todos nós. Por isso mesmo, a religiosidade popular não é algo secundário, mas uma maneira legítima de vivermos e professarmos a nossa fé, a nossa confiança em Deus, a nossa certeza da intercessão de Maria, que sempre vela, olha e intercede por todos nós”.

Por fim, Padre Marlos compartilhou uma reflexão sobre a aliança entre a piedade popular e os princípios e valores da vida cristã:

“Não basta ser muito piedoso, mas é preciso que a nossa vida seja um complemento, um reflexo dessa piedade popular que trazemos em nosso coração, que nos expressamos em nossas práticas religiosas. Por exemplo, um valor irrenunciável para quem se diz cristão é a defesa da vida e hoje estamos celebrando o Dia do Nascituro. Ser cristão é defender a vida desde o seu princípio até o seu ocaso natural. Mas outros valores, a honestidade, a justiça, o amor aos pobres, isso não pode estar dissociado, negado, por quem cultiva a piedade popular”.

Que Maria, a Mãe dos peregrinos, possa conduzir com ternura os passos de vossos pequeninos até o encontro com Jesus!

Confira os principais momentos do 6º dia da Novena da Padroeira:

Assista à reflexão do Pe. Marlos: 

Conheça o santo redentorista protetor das mães, dos nascituros e da vida! 

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