Na manhã desta segunda-feira (12), o Santuário Nacional recebeu milhares de devotos para celebrar a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida. A Missa Solene em honra à Padroeira do Brasil ocorreu às 9h, no Altar Central.
O animador da celebração, Irmão Alan Patrick, C.Ss.R., saudou os presentes e recordou os peregrinos que estavam a caminho da Casa da Mãe, em uma grande “romaria de fé”. Além disso, apresentou como intenções da Santa Missa todas as crianças e a saúde do Santo Padre, o Papa Leão XIV.
A Missa Solene foi presidida por Dom Mario Antônio da Silva, Arcebispo de Aparecida (SP). Concelebraram a Eucaristia o Arcebispo Emérito Dom Orlando Brandes; Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins (AM); Dom Joércio Gonçalves, C.Ss.R., Bispo Emérito de Coari (AM); Dom Frei José Ubiratan, OFMCap, Bispo Emérito de Itaguaí (RJ); e o vigário-geral da Arquidiocese de Aparecida, Pe. Vinícius da Silva.
Também participaram da celebração missionários redentoristas, entre eles o superior provincial da Província Nossa Senhora Aparecida, Pe. Marlos Aurélio, C.Ss.R.; o reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R.; e o administrador-ecônomo, Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R.
A celebração eucarística contou ainda com a presença de diversas autoridades, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; e o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues.
Após o toque dos clarins, executado pelos músicos da Orquestra PEMSA, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada em um carro-andor ornamentado com flores, anunciando o novo projeto do Santuário Nacional, intitulado “Semeando a Palavra”.
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Dom Mário iniciou a homilia da Missa Solene saudando todos os presentes e aqueles que acompanhavam a celebração pela Rede Aparecida de Comunicação.
Na sequência, o Arcebispo recordou o tema da Novena da Padroeira deste ano, “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”, e deu início à reflexão sobre as leituras da liturgia do dia.
A mensagem apresentada pelo presidente da celebração destacou três personagens: Ester, a mulher descrita no livro do Apocalipse e Maria, Mãe de Jesus, nas Bodas de Caná da Galileia.
Ao comentar a primeira leitura, Dom Mário apresentou Ester como “uma mulher que não fica indiferente”. O arcebispo explicou que essa figura bíblica, em vez de pensar na própria segurança, colocou-se em risco ao se apresentar ao rei para interceder por seu povo.
“Por que Ester cuidou dos outros? Cuidou porque ama. Ester nos ensina que conhecer a Palavra é deixar-se tocar pela vida dos outros. Quem escuta a Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão, das crianças e famílias feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Diante das guerras, da destruição da natureza e de tantos males que afetam a população do nosso Brasil e do mundo.”
Ao refletir sobre a segunda leitura, extraída do livro do Apocalipse de São João, o Arcebispo destacou que a Igreja reconhece na mulher descrita no Apocalipse tanto Maria quanto a própria Igreja, “povo de Deus que atravessa as dificuldades sem perder a esperança”.
“Conhecer a Palavra é aprender a permanecer de pé quando a vida nos quer derrubar, e praticar a Palavra é não deixar ninguém cair, ninguém para trás e, se necessário, levantar quem caiu”, afirmou.
Por fim, o arcebispo comentou o Evangelho de João, que narra o milagre realizado por Jesus nas Bodas de Caná.
Ao destacar as palavras de Maria dirigidas aos serventes: “Fazei tudo o que Ele vos disser”, Dom Mário afirmou que nelas está a chave para compreender o tema da Novena deste ano: “conhecer e praticar a Palavra”.
“Os servidores não só escutaram, mas fizeram o que Jesus mandou. Nas mãos de quem a água se tornou vinho? Nas mãos dos servidores. (...) Este é um ensinamento muito concreto para nós: às vezes, conhecemos muito a Palavra, mas praticamos pouco.”
Para concluir a reflexão, o Arcebispo agradeceu a todos os que servem à Igreja e que, juntos, contribuem para seu crescimento e fortalecimento.
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+ Assista à homilia de Dom Mário Antonio na íntegra.
Ao final da homilia, Dom Mário apresentou o novo projeto da Família dos Devotos, que será desenvolvido ao longo dos próximos anos: o revestimento das quatro naves do Santuário Nacional a partir do projeto deixado pelo artista sacro Cláudio Pastro antes de sua Páscoa definitiva.
“Esse jardim nos fala de Maria, a mulher que acolheu a Palavra de Deus e a fez frutificar em sua vida. O projeto Semear a Palavra é mais que uma obra de arte, mas um convite à missão”, disse.
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