ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Como o definitivo Moisés do Sinai, Jesus “subiu ao monte, sentou-se” e começou a ensinar os discípulos, para formar, finalmente, o sonhado Povo que o Pai sempre quis ter como seu aqui na terra, vivendo o seu Reino.
E como Jesus é maravilhoso! Sofreu terrivelmente em sua vida e missão, mas se diz feliz e, como tal, se propõe como modelo desse Povo: “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. São já suas atitudes, mais que suas palavras, o que propõe a nós, discípulos.
Começa pelo essencial: porque foi o pobre “em espírito”, e, d’Ele, assumiu aqui para valer “o Reino dos Céus”, sua eterna e jamais interrompida vida divina com o Pai e o Espírito. Esvaziou-se por completo de si, de planos e vontades que pudesse ter, pelos quais pudesse fugir, para se preencher unicamente do Pai e do plano paterno para Ele.
A partir da recompensa a esperá-lo nos Céus, com a ressurreição e plena reintegração divino-humana na Trindade, proclama-se bem-aventurado, mesmo ao tempero deste fel: “Minha alma está numa tristeza mortal... Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, que vossa vontade seja feita!” (Mt 26,38.42). Pelo Pai e seu plano de salvação para a humanidade, tudo valia!
A partir desse essencial, proclama e propõe-nos sua felicidade, mesmo nas aflições, nas perseguições “por causa da justiça”, em sua insaciável “fome e sede de justiça”, em sua busca de possuir a terra e promover a paz como autêntico Filho de Deus, na mansidão, sem nenhum recurso à violência.
E, principalmente, na força da misericórdia, filha legítima da compaixão, que o levava sempre a amar, em especial, os mais sofridos, porque são seus irmãos, carne de sua carne. É o que nos sugere a oração deste dia: a adoração sincera a Deus é amar “todas as pessoas com verdadeira caridade”.
Sofonias nos lembra que é com “um punhado de homens humildes e pobres” – digamos, “pobres em espírito” – que praticam a justiça e fogem da iniquidade, que Deus quer refundar seu Povo.
E Paulo também nos resgata que sua comunidade de Corinto não se constitui de sábios “de sabedoria humana”, de poderosos ou nobres, mas do que o mundo vê como “sem importância e desprezado” – novamente, de “pobres em espírito” – mas, nesta invejável riqueza, estão “em Cristo Jesus”, que se tornou para eles, e para nós, “sabedoria, justiça, santificação e libertação”.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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