ANO LITÚRGICO A
A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!
“Em sua grande misericórdia”, o Pai, ressuscitando Jesus dentre os mortos, “nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível... reservada para vós nos céus”. Agora navegamos entre provações, que nos fortalecem a fé. Sem ter visto o Senhor, nós o amamos; sem ainda o ver, nele acreditamos, o que nos será “fonte de alegria indizível e gloriosa”, pois obteremos aquilo em que acreditamos, a salvação.
Jesus tenta cativar seus medrosos discípulos para esse caminho, que Ele, ressuscitado pelo Pai, abre a todos nós. Mas, sem ilusão: apresenta-se mostrando-lhes “as mãos e o lado”. Não só quer cativá-los, pois necessita da adesão deles. A missão a Ele confiada, precisa ir em frente: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
E lhes garante idêntica força com que Ele mesmo contou: “Soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo’”. Sim, como Ele, mesmo em sua plena condição humana, terão poder de realizar ações divinas: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
O que há de mais divino, de mais gratuito, de exclusivamente bondoso, que é o perdão, na força do Espírito, o coração humano, às vezes, inclinado à vingança, será capaz de viver. E mais: o perdão que dermos aqui, na força do Espírito, será igualmente dado por Deus: se perdoardes pecados, eles serão perdoados (por Deus)!
Tomé é censurado por Jesus por não ter acolhido o testemunho dos irmãos, da Comunidade, dando-nos um mau exemplo, pois todos nós não vimos nem apalpamos o Morto-Ressuscitado. Mas, a nós se propõe que acreditemos nele, a partir de sinais testemunhados por quem conviveu com Ele. Contudo, isso agradeçamos a Tomé, a decisão de não aceitar qualquer Jesus, mas unicamente o Morto-Ressuscitado. Pois é este Jesus, que “é o Cristo, o Filho de Deus”. O Messias prometido como “o Filho de Deus”.
É acreditando nele, assimilando seu coração e atitudes, seguindo-o, fazendo-nos, então, filhos e filhas de Deus, como Ele, é que teremos “a vida em seu nome”, acolheremos a salvação de filhos e filhas que o Pai nos oferece nele – Filho.
Filhos e filhas do Pai, então, irmãos e irmãs entre si que, sustentados, sobretudo, pela Eucaristia, pela “fração do pão”, partindo “o pão pelas casas”, vivam de tal modo unidos que coloquem “tudo em comum” a ser repartido “entre todos, conforme a necessidade de cada um”, no grande ideal de Páscoa.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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