ANO LITÚRGICO A

Hoje, 05 de Julho de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

14º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração!

Que invejável a humanidade que nosso Deus não desiste de sonhar a partir de Jerusalém, o centro do mundo, com este também sonhado rei: ele é justo, vem só salvar, é humilde também pela montaria (um jumento).

E que programa! “Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro”. Vem destruir todo aparato de guerra, de dominação. E “anunciará a paz às nações” e seu reino se estenderá por toda a terra.

É a encarnação do coração de Deus-rei, que é “misericórdia e piedade”, “é amor, é paciência, é compaixão [...] é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura [...] sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou”.

Jesus entrou nessa sua cidade, mas, pela total oposição àquela divina proposta de humanidade, seu trono foi a cruz. Ao assassiná-lo, queriam apagar para sempre sua estranha proposta de Reino.

Tiraram-lhe a vida. Mas, mesmo prevendo esse fatal desfecho, não deixou, durante sua missão, de buscar seguidores que o acolhessem e o ajudassem a implantar aquele Reino.

E assim, Ele louva o Pai, “Senhor do céu e da terra”, porque escondeu esse sonho “aos sábios e entendidos”, já cheios de si e de seus projetos contrários de dominação. E o revelou “aos pequeninos”, aos “pobres em espírito”, vazios de si e escancarados a acolher Deus e seus projetos, e assim fazem seu “o Reino dos Céus” (Mt 5,3).

Pequeninos que reconhecem o cansaço e fadiga, o esforço sem fruto, de seus próprios projetos ou “fardos”. E se abrem a acolher o “jugo” de quem é “manso e humilde de coração”, do próprio Jesus. Jugo “suave”, fardo “leve”, que lhes dará descanso. Pois carregar esse fardo não os deixará vazios, mas compensará todo esforço exigido, dar-lhes-á um profundo sentido para a vida.

O fardo de Jesus, que se consumará na cruz, é dar descanso aos cansados e fatigados, é viver pelo bem e pela vida do outro, o que sempre compensa e recompensa, mesmo ao preço da cruz.

E Paulo ensina que atender ao apelo de Jesus – “Vinde a mim” – é acolher seu próprio Espírito, pois “se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”. E São Pedro, como nos ilumina ao afirmar que Jesus, a partir de seu Batismo, na força do Espírito, “passou fazendo o bem” (At 10,38).

Viver a fazer o bem ao outro foi o descanso que Jesus buscou aqui, descanso que eternamente viveu e vive ao ser Amor ao Pai e ao Espírito. Descanso pelo amor que propõe a nós, pois nos ama e nos quer numa vida que sempre compense e nos recompense.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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