ANO LITÚRGICO A

Hoje, 12 de Julho de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

15º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração!

Queremos abrir o coração e a vida para a Palavra. É o que o Pai, o grande semeador, também deseja: que sua Palavra não volte a Ele sem produzir os frutos que Ele espera. Seja como a chuva e a neve que vêm dele e não deixam de irrigar a terra para que dê frutos para o plantio e alimentação.

E Jesus nos mostra como é difícil realizar esse projeto do Pai. De começo, como semeadores, nos alerta: “não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos” (Mt 7,6a). Assim, Ele-semeador não propõe de imediato o tesouro do Reino. Mas, por parábolas, tenta abrir os corações para a acolhida.

Sim, muitos ouvem sem nada entender, olham “sem nada ver” porque o coração está insensível, fecham os olhos para não ver e nem compreender com o coração. Ele espera que assim se convertam e Ele os possa curar.

E mostra as dificuldades para a acolhida: sem compreender a Palavra, vem o maligno e rouba o que foi semeado no coração. Outros recebem a Palavra com alegria, mas não têm raiz, “é de momento”. Os sofrimentos e perseguições por causa da Palavra levam-nos a desistir. Ou as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra.

Mas garante também que todos têm condições de compreender a Palavra, de ir até o mais íntimo de sua proposta de vida e de transformar essa Palavra em vida. Se lhe dermos plena acolhida, a Palavra pode frutificar até a plenitude que se pode esperar dela, “cem frutos por semente”. Mas já será louvável produzir sessenta ou trinta “frutos por semente”.

São Paulo fala dos “sofrimentos do tempo presente” que podemos enfrentar ao viver a Palavra. Mas, nos anima: “Nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós”, se sairmos vitoriosos.

E fala até da criação que sofre “em dores de parto”. Ela, que foi submetida “à vaidade” e anseia ser libertada “da corrupção”, de não poder frutificar vida e a esperança para o que o Criador a quis.

Anseia sim “participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus”. Escravizados pela vaidade, corrupção, egoísmo, ganância, fazemo-nos estéreis para o Reino e impedimos a criação, a natureza, de cumprir sua missão: ser terra fértil, de abundante leite e mel, em benefício de todos, sem exclusão nem discriminação de ninguém.

Essa terra será feliz se lhe permitirmos frutificar leite e mel igualmente para todos, o que acontecerá se for cuidada apenas por filhos e filhas de Deus, que vivem a Palavra, a alegre liberdade do Pai, no amor-serviço a todos.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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