ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Na força de seu Espírito, Deus quer ter um servo na terra, que Ele sustente tomando-o pela mão, para não se abater enquanto não estabeleça “a justiça na terra”, aquela que nos abre o Reino dos Céus (Mt 5,20).
Justiça então que não é própria da terra. É realidade do céu, é a própria vida de Deus, seu Reino, que sempre sonhou plantar no coração humano. No cumprir dessa missão, esse eleito de Deus faria o que mais agrada o coração divino.
Missão que cumpriria, mais pelo testemunho e pela vida, que por palavras, “ele não clama nem levanta a voz”. Encarnaria a própria misericórdia divina! Jamais seria vencido pelo mal nem desistiria de propor a vida! Nunca condenaria, “não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega”.
Seria “o centro de aliança do povo”. A partir dele, todos assumiriam essa divina atitude na terra. Ele seria a “luz das nações”, para as nações, luz para todo outro! Abriria os olhos aos cegos, livraria do cárcere os aprisionados nas trevas.
Jesus veio da pátria da justiça, que foi e é sua vida desde todo sempre. Mas, na força do Espírito e na pronta colaboração de Maria, sem deixar de ser plenamente Deus, assumiu também plenamente a natureza humana, esta sim tão carente e tão necessitada daquela justiça. Era Ele divindade plena, de posse de todo o bem. Ao mesmo tempo, era humanidade carente de todo o bem, assim igualmente de justiça. Para essa humanidade, uma só realidade com sua divindade, é que pedia o batismo.
E pelo batismo, “ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder”, nele a justiça pôde acontecer em toda a Judeia, a começar pela Galileia: “Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio”.
Assim, não só para Ele-Deus, em favor de quem o céu jamais se fechou, mas também para Ele plenamente humano, o céu se abria. O Espírito descia como pomba e pairava sobre Ele, e do céu se ouvia a voz do Pai, “este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”. A nós-humanidade vitalmente unida a Ele-divindade, é que o céu se abria.
Sim, “Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”. Sim, em nossa vital união com Jesus, fazendo-nos sempre mais divinos em nossa humanidade, sentiremos a mesma voz do céu, hoje dirigida a nós, praticantes da justiça.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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