ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Quão radical é Paulo em sua conversão! De ferrenho perseguidor de Jesus em seus discípulos, não se faz apenas um seu seguidor. Mas propõe-se assumir Jesus unicamente na plenitude de sua vida e missão. “Entre vós” – diz aos coríntios – “não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo é este, crucificado”. Jesus em sua máxima doação de amor por nós.
Cruz é a plenitude do amor divino na terra: “Ninguém tem maior amor do que este: dar a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Se “Deus é amor” (1Jo 4,8), a cruz é a perfeita radiografia da intimidade divina. Cruz é Deus-Amor fazendo-se presente, visível e plenamente atuante em nosso favor.
Isaías já vislumbrava a sublimidade desse amor divino acontecendo em nossa solidariedade com o próximo: “À frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá”. Isto é, se à minha frente caminho eu praticando a justiça ou o divino amor fraterno, atrás de mim está “a glória do Senhor”, o próprio Deus em sua ação de amar.
Esse amor solidário não é ação exclusiva minha, é ação também de Deus. Não amo sem essa indispensável parceria divina. Sim, “há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, que age por meio de todos e em todos está presente” (Ef 4,6).
Amor nosso, mas já também obra de Deus, que então escancara o coração divino às nossas necessidades: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos... Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: ‘Eis-me aqui’, se destruíres teus instrumentos de opressão”.
Amor tão sublime que nos faz sentir o outro como nós mesmos, carne de nossa carne: “Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne”.
Se Deus deixasse, uma única vez, de gratuitamente amar alguém, por pior que fosse, deixaria de ser Deus, deixaria de ser amor. Naquele momento, não teve amor, não foi amor e assim não foi Deus. E essa é a vida que Jesus nos propõe: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Para Deus não somos, não existimos!
Igualmente uma lâmpada, se apagada, ou mesmo acesa, mas “debaixo de uma vasilha”, e não “num candeeiro” para brilhar “para todos”, não tem o mínimo sentido para existir. Mas nossas “boas obras” sendo nossa luz a brilhar “diante dos homens”, levarão estes a louvar o Pai “que está nos céus”, como sendo obras d’Ele, d’Ele presente em nós, agindo por meio de nós.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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