ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
“Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo.” Sempre se espera esse nosso indispensável esforço pessoal. Mas esforço que é mínimo diante do quase tudo, que Deus, em seu amor, assume como a parte que lhe cabe: “Por causa do vosso nome, me guiais e sustentais”.
E seu nome, ou identidade mais profunda, é Deus da Aliança que, gratuita e irreversivelmente, se propôs nos amar, sempre nos fazer o bem, ainda que o recusemos.
Nesse amor, Ele é total respeito por nós. É certo que prefere que optemos pelo bem: “A ninguém deu licença de pecar”. Assim, se não nos impede desobedecer e errar, a ninguém igualmente obriga a ser bom, não se faz tirano do bem. A decisão deixa-a inteiramente a nós: “Diante do homem está a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir”.
Mas o que torce que escolhamos não é simplesmente o bem, e sim sua própria divina bondade: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus”.
Descartável é a justiça, que Paulo chama de sabedoria do mundo ou dos poderosos. Propõe-nos a “misteriosa sabedoria de Deus”, que nenhum dos poderosos conheceu, pois se a conhecessem, “não teriam crucificado o Senhor da glória”.
Pela justiça descartável, anulamos por completo a gratuidade, só valendo a justiça-vingança tanto para o bem quanto para o mal. É dar a cada um o que merece por seus atos: castigo se errou, prêmio se acertou.
Mas nos abre o Reino dos Céus a divina gratuidade da misericórdia, do amor que não se cansa e muito menos se rende diante da iniquidade, que sempre responde também ao mal unicamente com o bem. A justiça dos “filhos do Altíssimo”, desse Deus que “é bom para com os ingratos e para com os maus” (Lc 6,35). Bondade que não desiste de tentar vencer o mal.
Mas justiça ou bondade que nasça já de nossa intimidade, de nosso coração, de nossa fonte boa. Sim, não só não matar com as mãos, mas já antes que não haja assassinato no coração pela cólera contra o próximo, que não haja adultério do coração se manifestando no olhar cobiçoso sobre o próximo. Que as palavras, vindo dessa fonte, não precisem do apoio de juramentos, pois serão “sim” se forem “sim”, e “não” se forem “não”.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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