ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Deus escolheu Israel para ser seu Povo e o quis sempre muito fiel a si. Hoje, indiretamente, nos resgata que esse parceiro histórico nem sempre lhe guardou fidelidade. E assim, nos confidencia que prepara “desde o nascimento” alguém “para ser seu servo”, com a missão de sempre lhe recuperar o Povo e fazer Israel “unir-se a ele”.
Mas que maravilha! O Amor não põe limites no amar! Deus quer fazer desse “seu Servo” a “luz das nações”, para que sua salvação, através dele, “chegue até aos confins da terra”. Acaso contemplamos e agradecemos: também nós, não-judeus, e conosco todas as demais nações, já estávamos no coração amoroso do Pai?
E há muito tempo, diante de holocaustos e sacrifícios que lhe oferecíamos, Deus valorizava quase exclusivamente nossa obediência e disponibilidade a Ele e a seus projetos. Tudo aquilo “não quisestes”! Deus buscava ouvidos e corações abertos e acolhedores a seus planos. Eis o que sempre esperou e espera de quem se prontifique a se fazer aquele seu servo, chamado e preparado desde o ventre materno: “Eis que venho! Sobre mim está escrito no livro: ‘Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!’”
Jesus é não só tudo o que “está escrito no livro”, isto é, a definitiva Palavra do Pai. Mas é também a humanidade que ele assumiu ao ouvir a Palavra, a transformá-la em vida e encarná-la plenamente. Ele se faz, também enquanto plenamente humano, “o Filho de Deus”, inteiramente guiado pelo Espírito Santo, pois desce e permanece sobre Ele. E “são filhos de Deus todos os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus” (Rm 8,14).
Assim, Ele é também “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E Ele nos comunica essa sua divina força a vencer o mal, “o pecado do mundo”, pois “é quem (nos) batiza com o Espírito Santo”. Temos tudo porque nos dá tudo para sermos, em seu seguimento, os filhos e filhas, os servos e servas do Pai, que sejam a encarnação de sua força a divinizar o coração da humanidade.
São Paulo, a partir de sua própria missão, lembra-nos que nos fazer apóstolos “de Jesus Cristo” é levar as comunidades santificadas “em Cristo Jesus”, e que “em qualquer lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo”, a viverem, praticarem sua vocação de serem santas, crescerem em sua vital união com Deus, serem a expansão ou explosão dessa vida divina no seio da humanidade, fazendo com que a salvação do Pai “chegue até aos confins da terra”.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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