ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Como Deus nos desejou grandes quando nos criou! Sim, formou-nos “do pó da terra”, a nossa fragilidade, mas soprou-nos “nas narinas o sopro da vida”, o seu Espírito Santo. Aí nossa divina grandeza! Verdadeiro tesouro, porém, que o carregamos “em vasos de barro” (2Cor 4,7).
Somente com o Espírito é que nos tornamos, para o Criador, “um ser vivente”. Sem esse sopro, nem sequer começamos a existir. Não somos “um ser vivente”. Inspiremos e expiremos, respiremos o Espírito Santo, para que seja Ele nosso hálito, nosso respiro ou sinal de vida. O Pai partilhando conosco sua própria vida.
Mas “em vasos de barro”. Tentou-nos, isto é, iludiu-nos a serpente. Apresentou-nos um Deus mascarado, cioso de seu poder, sem a mínima partilha com ninguém, mantendo-nos cegos para a realidade. E caímos na ilusão. Nós o recusamos, quisemos nos fazer deuses em seu lugar (“sereis como Deus”), a decidirmos, unicamente nós, o bem e o mal. E no que deu? Nossos olhos se abriram sim, mas para nos vermos “nus”, esvaziados, porque jogamos fora o que nos fazia grandes: ter um Pai-Deus, e viver sua adoção filial. Em vez da felicidade de deuses, nossa desobediência trouxe o pecado para dentro do mundo, e pelo pecado veio também a morte.
Felizmente, porém, nossa recusa não matou, nem mesmo enfraqueceu, o amor do Pai por nós. Pelos profetas, principalmente, Ele teimou em se fazer presente e nos guiar pela história. E consuma seu cuidado paterno por nós, ao nos enviar encarnado seu próprio Filho, como o Primogênito da definitiva e sonhada humanidade.
Se a transgressão “levou a multidão humana à morte”, “foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos”.
A tentação, como sombra, não nos deixa. E Jesus, conduzido pelo Espírito, em sua missão salvadora, foi assaltado por ela. Venceu-a, ensinando-nos igualmente a superá-la, sendo igual a Ele ao sermos tentados, imitemo-lo também em vencê-la.
Apenas o “pão”, os bens terrenos, por mais abundantes que sejam, não nos satisfazem. O Pai é todo cuidado por nós. Melhor que nós, sabe o que nos faz bem. Assim, nem sempre nos dá o que pedimos. Não o façamos escravo, que manipulamos conforme nossos caprichos e vontades. E fundamentalmente, só Ele é Deus e Senhor a ser adorado, a merecer nosso culto.
Esse Deus, em Jesus, “veio morar entre nós”, tentando fazer do mundo a moradia da fraternidade, antecipação e enraizamento do Reino de Deus no coração da humanidade.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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