ANO LITÚRGICO A
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Jesus fora batizado ou investido do Espírito, a força do Alto para sua missão. Vencera as tentações que o forçavam a desviar-se de seu divino caminho. O precursor Batista estava preso, fizera o que podia em abrir a estrada para o Messias prometido. Nada faltava para Jesus se lançar à missão.
Deixa a Judeia que já aprisionara e silenciara o Batista e volta para a Galileia, não para sua Nazaré e sim para Cafarnaum, “às margens do mar da Galileia”, no território desprezado pelos judeus como “Galileia dos pagãos”.
Assim inaugura a salvação prometida, inicia a humanidade sonhada pelo Pai: aquele povo “que vivia nas trevas”, nele vê “uma grande luz” e se alegra “como alegres ceifeiros na colheita”. Vitória da Luz que resultava na destruição do “jugo que oprimia o povo, a carga sobre seus ombros”. Era o fim do “orgulho dos fiscais”, dos faraós que teimam em não abandonar o Povo.
Sim, “o Senhor é minha luz e salvação. O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?”, que fiscal-faraó me tirará a paz no seguimento de Jesus-luz?
Paulo, o perseguidor dobrado por Deus para ser o grande apaixonado pelo Messias-luz, fica indignado com os coríntios. Por seu ministério, eles nasceram para a fé em Jesus, mas “eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós”. Sim, estavam perdendo o foco no Tudo, que era Jesus, para brigarem pelos simples mediadores daquele Tudo: “Eu sou de Paulo... de Apolo... de Cefas... de Cristo”!
Que advertência! “Será que o Cristo está dividido?” Existe um Cristo de Paulo, outro de Apolo etc? É Paulo ou Apolo ou Cefas “que foi crucificado por amor de vós?” É no nome de um desses, e não de Cristo, “que fostes batizados?”.
Indignação que reforça com este vibrante testemunho: Considero tudo como desvantagem, diante da grandeza de conhecer o Cristo Jesus, meu Senhor. Por Ele, eu aceitei perder tudo e tudo considero como lixo, para que eu ganhe a Cristo e “seja achado nele” (Fl 3,8-9a), sempre mais vitalmente unido a Ele.
Sendo Ele mesmo a perfeita encarnação do “Reino dos Céus”, Jesus inicia a missão pregando que se convertam para seu próprio coração, sentimentos e atitudes. Reino “próximo”, acessível a todos pela porta da conversão.
E imediatamente busca colaboradores como Ele, “pescadores de homens”, de todos os homens, pelos quais o Pai deseja que seu Reino seja acolhido ou ao menos conhecido.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
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