Por Redação A12 Em História da Igreja Atualizada em 17 JAN 2019 - 14H29

Tropas romanas do General Tito tomam a cidade de Jerusalém

PÁGINAS DE HISTÓRIA DA IGREJA

HISTÓRIA ANTIGA 07

Estudando a expansão da Igreja, apesar das perseguições que enfrentaria, sobretudo ao entrar no Império Romano, um episódio se tornaria marcante na vida e na expansão geográfica das Comunidades Primitivas, pois livraria a Igreja nascente das amarras do judaísmo, permitindo que ela se expandisse mais livremente no mundo dos gentios ou dos pagãos, como mais tarde seriam denominados, ainda que de forma errônea. Trata-se da tomada de Jerusalém e de sua destruição, pois, desta forma, os judeus ficariam sem o seu centro de referência e sem o seu predomínio religioso.

:: A Igreja no Império Romano - Perseguições e Vitória da Igreja

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A conquista da cidade santa

As tropas romanas do general Tito tomaram a cidade de Jerusalém. No dia 8 de setembro do ano 70 da era cristã, as tropas romanas entraram na cidade, o que por si só era proibido. O templo foi incendiado e os habitantes foram deportados como escravos. Só no ano de 1948, por concessão da ONU, a Organização das Nações Unidas, o povo judeu pôde retornar à Palestina, reconstruindo o que passou a ser chamado de “Novo estado de Israel”. Mas o conflito com os palestinos que ocupavam legitimamente as terras ainda permanece até hoje.

O Templo de Jerusalém, construído por Salomão em 970 a.C. e reconstruído por Herodes em 19 a.C., era o símbolo e o centro do poder religioso e político dos judeus. Somente o muro ocidental de sustentação da esplanada do Templo permaneceu em pé, sendo chamado hoje de “O Muro das Lamentações”. A destruição do Templo constituiu-se num elemento determinante para a religião cristã, que se separou, então - e cada vez mais - de suas origens judaicas.

O segundo Templo foi aquele que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém, findo o Cativeiro Babilônico, no mesmo local onde o Templo de Salomão existira antes de ser destruído. Manteve-se erguido entre 515 a.C. e 70 DC, tendo sido, durante este período, o centro do culto e adoração do Judaísmo. Segundo o relato bíblico, o templo foi mandado reconstruir por decreto de Ciro II, da Pérsia. No ano 539 a.C., Ciro se apoderou da Babilônia e ordenou o repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que, segundo a descrição presente no livro de Esdras (capítulo 1, versículos 1 a 4), terá tido lugar sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu.

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No século II a.C., o Segundo Templo foi profanado por Antíoco IV Epifânio, que mandou sacrificar animais impuros sobre o altar. Este incidente seria a gota d’água que daria origem à revolta dos Macabeus.

No século I a.C., Herodes, o Grande, ordenou uma remodelação ao templo (considerada por muitos judeus como uma profanação), com o propósito de agradar a César, tendo mandado construir, num dos vértices da muralha, a Torre Antónia, uma guarnição romana que dava acesso direto ao interior do pátio do templo. Certos autores designam o templo, após esta intervenção, por "Terceiro Templo". Mas na concepção dos judeus, não se poderia mudar a arquitetura do templo, pois Deus havia dado o modelo a Davi e ordenou que se seguisse o modelo pré-determinado por Ele.

Com a invasão dos romanos, o templo foi quase totalmente destruído pelas tropas do general e futuro Imperador romano Titus Flávio, abafando aquilo que seria a Grande Revolta Judaica, onde morreriam mais de um milhão de judeus. Uma primeira revolta acontecera em 136 a.C., e a terceira seria liderada pelo suposto messias Bar Kochba, em 135 d. C.

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No muro das lamentações os judeus rezam pela recuperação da grandeza de Israel. Esta é a única parte que sobrou do antigo Templo de Jerusalém.



Hoje, a disputa de Jerusalém com seus lugares santos como capital pelos israelenses e palestinos é um dos nós górdios a serem desatados. A existência e a destruição do Templo do rei Salomão é um dos argumentos usados pelo governo de Israel para tê-la integralmente como sua capital. Mas Jerusalém é também sagrada para os palestinos, como de resto, para a religião católica, tanto do rito romano, como do rito ortodoxo.

Para as primeiras comunidades, porém, ainda que de imediato não tenha sido percebido, foi uma libertação. De Jerusalém, o cristianismo passaria para a Samaria, Ásia Menor e depois entraria no restante do Império Romano. Após Jerusalém, a cidade de Antioquia seria a sede da Igreja nascente e polo de irradiação missionária.

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