ANO LITÚRGICO A

Hoje, 13 de Setembro de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

24º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração!

Ninguém tem como pagar ou apagar a ofensa que comete contra alguém, seja ele nosso irmão ou principalmente Deus. E Jesus mesmo compara a ofensa feita a Deus a “uma enorme fortuna”, e aquela cometida contra o próximo, a “apenas cem moedas”. A quem ofende resta-lhe unicamente pedir perdão. Mas tudo vai depender de quem foi ofendido. Haverá perdão se, aos rogos do ofensor, quem foi ofendido usar de compaixão, de misericórdia, da gratuidade do amor para com ele.

Se a Deus suplicamos perdão, nunca erraremos o alvo de sua compaixão, e seremos sempre perdoados. Como nos encantava o Papa Francisco com sua fé confiante: “Deus jamais se cansa de perdoar, nós é que podemos nos cansar de lhe pedir perdão!”.

E idêntica compaixão Ele espera que vivamos para com o irmão faltoso contra nós, se igualmente nos suplica o perdão. E, perdão prontamente doado, não apenas “sete vezes”, mas “até setenta vezes sete”, num sempre que não admite nem pode admitir exceção. É a medida que Ele exige de nosso perdão ao próximo, pois é nessa idêntica medida que o Pai nos perdoa.

Se negamos perdão, eis a dura advertência que Ele pode nos fazer: “Empregado perverso, eu te perdoei toda a dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.

Sim, já nos tempos anteriores à vinda de Jesus até nós, o Pai nos alertava: “Perdoa a injustiça cometida por teu próximo; assim, quando orares, teus pecados serão perdoados” por mim. “Se (alguém) não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados?”. “Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos”.

E que bonito: nada parte, principalmente, dos lábios de Deus, unicamente como mandamento que nos prescreve. Não! Parte já de suas atitudes para com todo pecador, que somos nós: Ele “não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes”.

Jesus herda também em sua experiência encarnada entre nós, o coração do Pai, que nada exclui, na ânsia insaciável de conquistar todos para si para a vida, em fazer que seja feliz, já aqui na terra, e plenamente com Ele em sua casa celeste. Assim, Jesus enfrenta até a morte nessa amorosa tentativa: “Morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”.

Entre vivos e mortos, todos se incluem, ninguém fica excluído; são esses que Jesus almeja alcançar, conquistar e atrair para a vida, também ao preço de sua morte.

Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R. 







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