ANO LITÚRGICO A

Hoje, 02 de Agosto de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

18º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração! A palavra: dos ouvidos ao coração!

Ouvir a Deus, inclinar-lhe o ouvido, viver o que nos propõe, isso nos alimenta e dá vida. É “tomar vinho e leite” e ainda sem nada pagar, vem da total gratuidade de Deus.

Mas fechar-lhe os ouvidos, o coração e a vida é enganar-nos com fontes falsas. É desperdiçar dinheiro com o que não é pão e não sacia. Se, mais que o pão, buscamos nele toda palavra que lhe sai da boca, poderemos confessar com o salmista: “vós (nos) dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura”.

E o que de fato nos satisfaz não é esta certeza garantida por Ele mesmo: nada “será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor”? Se Jesus

chega a morrer por amor a nós, haverá algo ou alguém que o impeça de ainda nos amar? O que ainda fizer por nós não será menor do que aquele máximo que já nos deu, sua morte por amor?

E, também, como nos satisfaz esta outra garantia divina: aquele que nos amou dá a nós tanta força que nada “nos separará do amor de Cristo”. Sim, nada (“tribulação, espada”) nos impedirá de amar Jesus, como os mártires nos provam. “Minhas ovelhas atendem a minha voz... elas jamais perecerão e ninguém as arrebatará de minha mão”, a não ser elas mesmas, se forem infiéis (Jo 10,27.28).

E com que Palavra o Pai quer hoje nos saciar? Que assumamos a atitude de Jesus, que “encheu-se de compaixão” ao ver “uma grande multidão”, a humanidade. E recusemos a atitude insensível dos discípulos ante a fome do outro, preferindo despedi-lo para ir “comprar comida”, pois tinham só cinco pães e dois peixes. No apego ou ganância, jamais teremos suficiente para partilhar.

E Jesus os chama àquilo que sai da boca do Pai: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” O Pai lhes dera os cinco pães e dois peixes. Jesus agora os toma, ergue os olhos para o céu, pronuncia a bênção, faz aqueles bens serem mais de seu único e legítimo dono, o Pai, do que deles, e assim parte os pães, dá aos discípulos para que os distribuam “às multidões”.

E todos se saciam. O que restou, encheu “doze cestos”. Sobra tudo em vista de novas partilhas. As multidões, a humanidade, dispõem do que é mais que suficiente para a saciedade de todos.

Deus é Amor, vive para todo outro. E nós, imagens suas, de fato nos saciamos se vencermos a ganância, o apego aos bens e, do que Ele nos põe nas mãos, na compaixão, nos pusermos a repartir conforme a necessidade de cada próximo que convive conosco.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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