ANO LITÚRGICO A

Hoje, 11 de Outubro de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

28º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Como Deus nos consola, sobretudo, quando menos merecemos sua atenção! Ele nos inspira a dizer-lhe: “Se levardes em conta, Senhor, nossas faltas, quem haverá de subsistir?” Só a misericórdia é que o move quando tem a nós-pecadores diante de si. Ele age “pela honra do seu nome”: é o Criador que, gratuitamente, nos chamou à vida. É o Deus que gratuitamente fez aliança conosco. E incondicionalmente será fiel a si até o fim.

Escolheu um Povo, mas seu coração pulsa por todos. Assim, “para todos os povos”, prepara “um banquete de ricas iguarias, regado de vinho fino”. A iguaria que quer oferecer é eliminar “para sempre a morte”. É enxugar “as lágrimas de todas as faces”. É acabar com a desonra humana. E desonra a manchar o nome de alguém é sua infidelidade a Ele, o que acarreta sofrimento. E pode até causar humilhação diante das nações, como no caso do Povo exilado em Babilônia.

Jesus identifica essa festa-banquete como as núpcias que o Pai deseja realizar entre Ele-Jesus, o Noivo, o Mestre, e a inteira humanidade, sua noiva, discípula, seguidora. O primeiro convidado foi o Povo de Israel.

Diante de sua recusa, estende o convite a todos que foram encontrados, ou seja, à inteira humanidade, “maus e bons”. O “rei” anfitrião, ou o Pai do céu, não exclui ninguém. A única exigência é aceitar o convite e comparecer na “festa de casamento” com “o traje de festa”.

Jesus, sendo o Noivo-Messias da “festa”, “traje” exigido era e sempre é revestirmo-nos de seu coração, de suas atitudes, assimilarmos seus mesmos sentimentos (Fl 2,5). Buscarmos nos assemelhar à sua imagem de Filho, que o Pai destinou a ser “o Primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8,29).

E Paulo, de tal modo se encanta com esse Noivo que se decide irrenunciavelmente por Ele. Jesus torna-se o único tesouro a atraí-lo. Chega a afirmar: “Tudo posso naquele que me dá força”! E, tendo a Ele por Noivo, aprendeu “o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade”. “Por ele eu aceitei perder tudo e tudo considero como lixo, para que eu ganhe a Cristo e seja achado nele” (Fl 3,8.9).

Definitivamente para Ele, “viver (era) Cristo e morrer (era) lucro” (Fl 1,21). Tê-lo na terra já o alegrava. Mas, pela morte passar à plena convivência com Ele nos céus, era o lucro, o que mais almejava.

Paulo, nosso irmão, revela-nos Jesus e principalmente dá-nos de tua irresistível paixão por Ele, assim viveremos, com sentido, seja qual for a circunstância da vida. Amém.

Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R.







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