ANO LITÚRGICO A

Hoje, 16 de Agosto de 2026   Abrir calendário

Cor Branco

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria Solenidade

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração!

Pela colaboração de Maria e força do Espírito, o Filho eterno do Pai assume nossa desobediente e, por isso mesmo, mortal condição de filhos de Adão. No amor que lhe vinha do Pai, Jesus não queria apenas nos indicar o caminho da salvação. Não, Ele assumia viver esse caminho e como “primícias”. Trilhava esse caminho, mas estabelecendo uma ligação íntima e vital entre Ele e nós-humanidade, Ele como um ímã a nos atrair atrás de si.

Em sua carne, assume nossa desobediência e ruptura com Deus para as exterminar em sua morte. E do túmulo sai vencedor da morte para sempre, pela força da ressurreição com que o Pai lhe premia o cumprimento tão fiel da missão.

E a obediência com que o Pai quer contar a partir dele, Filho-“primícias”, é a dedicação plena em propor e testemunhar seu Reino de vida-amor-serviço à inteira humanidade. E ainda tudo fazer a fim de cativar todos para esse caminho, pois, enquanto depende dele, não se resigna nem sequer com um só filho humano, fora de seu Reino.

Maria, depois de seu Filho divino-humano, é quem mais agarra esse sonho do Pai. “No Templo de Deus no céu” é a “arca da Aliança”, contendo e carregando e oferecendo o maior tesouro do Pai, seu eterno Filho, mais no coração e na vida do que no ventre.

É assim, a “mulher vestida de sol”, do próprio Deus, guerreira invencível contra o “grande Dragão, cor de fogo”, que se iludiu, por brevíssimos três dias, em devorá-lo na cruz. E ela não desiste da mesma materna batalha contra o mesmo dragão, em favor de nós, inteira humanidade, de quem assumiu a filiação adotiva aos pés do Crucificado.

Ela vive essa luta, e nela nos educa, nos encoraja no amor apressado que vive, mesmo gestando Jesus no ventre, em favor da humanidade necessitada e representada por Isabel, gestante do Batista.

Sempre age como arca-portadora de Jesus, a quem se dirige em auxílio. É certo que é Jesus nela que enche Isabel do Espírito Santo, que faz o Batista pular, dançar de alegria no ventre da mãe. Mas o texto nos diz que foi a saudação de Maria a causadora desses prodígios. É Maria deixando-se divinizar pelo Filho, cuja missão era exatamente propor essa divinização ao coração e às atitudes da humanidade.

Essa foi a estrada que ela trilhou, permitindo ao Filho-salvador um dia levá-la em corpo e alma para os céus. Caminho que, como Mãe, está sempre a indicar a nós, seus filhos e filhas. Caminho, ao final do qual, nos céus, nos espera a todos para seu definitivo e eterno abraço de Mãe.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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