ANO LITÚRGICO A

Hoje, 19 de Abril de 2026   Abrir calendário

Cor Branco

3º Domingo da Páscoa

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Homilia
Meditação


A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Não é também nossa a incompreensão dos discípulos, quanto à morte de Jesus, e a consequente frustração de não ter implantado um reino terreno, superior aos concorrentes de seu tempo? E como nos reage o coração e a vida, a esta provocação de Jesus: “Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar em sua glória?” Não estamos também nós lentos para crer?

Jesus precisou sofrer para entrar na glória, ressuscitado pelo Pai, somente por amor solidário a nós. Porque Ele não entrou, ou melhor, não voltou à sua glória na Trindade, do mesmo modo como de lá saiu em missão até nós. Saiu simplesmente só Ele-divino. Mas, encarnado, assumiu voltar divino-humano, de certo modo nos levando consigo. A missão que o Pai lhe confiara era nos restituir a glória da adoção divina.

Nós sim, precisávamos, e não só sofrer, mas até morrer, para a “vida fútil” que vivíamos. E Ele, em vez de apenas nos apontar o rumo, como um profeta, e nos dar forças para trilhar a estrada, quis fazer-se caminheiro solidário conosco. Assumiu nossa carne, e nela, também nossa condição de pecadores.

Assim, vital e inseparavelmente unido a nós, vive conosco o que só a nós era necessário e indispensável: derramando seu “precioso sangue”, morre, e em sua morte, nos dá morrer com Ele. Morrer para o homem velho, e com Ele e nele, pôr-nos de novo em condições de acolher a divina filiação adotiva.

Essa condição pecadora, força de iniquidade, que deve morrer em nós, está, uma vez mais, bem definida no Evangelho, teimosamente enraizada no coração dos discípulos. Sonham com a grandeza e o poder, até mesmo políticos! (“libertar Israel”).

Jesus, porém, “começando por Moisés e passando pelos Profetas” e “todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele”, leva-os a descobri-lo e acolhê-lo no essencial, totalmente oposto e inimaginável. Onde não existe nem sombra de grandeza humana! É no amor mais puro, gratuito, desinteressado, incondicional, serviçal, no ser-para-o-outro!

No partir e partilhar o pão, simbolizando já a Ele-Eucaristia! Nada de poder! Aliás, só aquele que se doa gratuitamente sem medidas, até a morte. Doação plena de si ao ponto até de se fazer alimento-do-outro. E morrendo-ressuscitando com Ele, a nós cabe lançarmo-nos em seu seguimento: “Quem quiser salvar sua vida vai perdê-la; mas quem perder a vida por causa de mim, este a salvará” (Lc 9,24). Quem se faz Eucaristia, vida doada pela vida do próximo, n’Ele-Eucaristia, está também no rumo de sua glória celeste.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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