ANO LITÚRGICO A

Hoje, 23 de Agosto de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

21º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração!

No prefácio, louvamos o “Pai das misericórdias” por cuidar de todos os filhos e filhas e por nos enviar seu Filho Redentor, que encarnou essa sua bondade. Sempre se mostrou cheio de misericórdia com os pequenos e pobres, doentes e pecadores, e se fez próximo dos aflitos e oprimidos.

São Paulo reforça esse nosso dever de gratidão, lembrando-nos que esse amor por nós-filhos é total gratuidade. Vem de plena iniciativa sua. “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! […] Quem foi seu conselheiro? […] Quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição?”

E esse paternal cuidado com o próximo, Ele quer ver impresso e atuante em nosso humano coração, sonhado já na criação, como imagem-semelhança sua. Sobna era administrador do palácio do rei Ezequias e se servia do cargo público em proveito próprio. Pelo profeta Isaías, Deus lhe tira a autoridade e a passa e Eliacim, que “será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá”.

Eis o que Deus espera de todo exercício de autoridade. Aliás, autoridade vem do verbo augeri, que significa fazer crescer, estar a serviço de sempre mais vida para o outro.

E não é o que ainda vislumbramos na profissão de fé de Pedro, resposta que ele dá em seu nome, mas também no de todos os discípulos interrogados por Jesus? “E vós quem dizeis que eu sou?” Resposta elogiada por Jesus, “porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”.

Eis a resposta: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. O Messias ou Salvador que o Pai prometera, e agora enviava, era Jesus, seu Filho por excelência, como a dizer que a salvação que nos oferece é filiação, é nos fazermos filhos e filhas a partir de seu eterno Filho, Jesus.

Essa adesão de fé de Pedro e dos demais discípulos de todos os tempos é a pedra com que Jesus constrói sua Igreja, sua Família de irmãos e irmãs na terra.

E se o Filho faz o que vê o Pai fazer, e o Pai ensina ao Filho o que Ele mesmo faz (cf. Jo 5,19), então Jesus sempre cheio de misericórdia com os pequenos, pobres, doentes e pecadores, e próximo dos aflitos e oprimidos, encarna entre nós aquele cuidado do Pai para com todos seus filhos e filhas.

Então, aprender com Jesus essa misericórdia e praticá-la é estarmos acolhendo o Messias e a salvação que nos traz: fazermo-nos igualmente filhos e filhas do Deus vivo.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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