ANO LITÚRGICO A

Hoje, 19 de Julho de 2026   Abrir calendário

Cor Verde

16º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura
Salmo
Segunda Leitura
Evangelho
Meditação


A palavra: dos ouvidos ao coração!

Existem “coisas escondidas desde a criação do mundo” e que o Pai vai revelando, a começar por Ele mesmo: “Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas”, “para com todos indulgente”. “Julgas com clemência [...] a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores”. Sim, “sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca [...] vós somente sois Deus e Senhor!”

Jesus-Deus, encarnando-se, faz Deus plenamente visível, palpável para nós. Ele é a total revelação do coração e atitudes divinos, de que espera que participemos nós-humanos, imagem-semelhança suas: “Ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano”, tão humano-divino como Ele-Jesus.

Apesar disso, como continuamos impermeáveis à tamanha riqueza divina a nós oferecida! E Paulo garante que Deus não se cansa nem se esgota em imaginar e criar-nos caminhos de acesso a Ele e a esse seu tesouro: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza [...] não sabemos o que pedir, nem como pedir [...] é sempre segundo Deus que o Espírito intercede” por nós.

Então, que o Espírito nos dê a entender Deus, e mais, nos impregnar dele, de sua bondade-clemência-perdão. E a parábola do trigo e do joio nos revela crus e nus desse coração divino.

A começar, nos desmascara a pretensão de ser trigo puro, capaz de condenar o joio agora, sobretudo, lhe roubando o tempo, este espaço da paciência e esperança de Deus, de que haja conversão. Quer o joio tornado trigo para seu paterno e divino celeiro.

Que o Espírito nos leve a crer na força do pequeno, do simples, da “semente de mostarda”, “a menor de todas as sementes”, mas que se torna “maior do que as outras plantas” a ponto de os pássaros virem e se aninharem em seus ramos. A Comunidade pode nascer pequena, mas sempre de coração acolhedor aos que vão encontrando o caminho da verdadeira vida. E tem até força de buscar, de atrair, como o “fermento”, pequena quantidade de levedo, mas capaz de transformar toda a massa.

Também hoje, para nós, a Palavra é apelo, sempre divino e, por isso, sempre de esperança: “Eis que estou à porta e bato, diz o Senhor; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos refeição, eu com ele e ele comigo”. “Quem tem ouvidos, ouça”.

Tomar refeição junto, mais que alimentos, é partilhar coração, ideais. Jesus que nos vem acolher o coração, nosso mais íntimo. Mas vem também conosco partilhar seu divino coração e os ideais que, Ele acredita, podem pulsar sempre e cada vez mais em nossas vidas.

Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.







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