Por Polyana Gonzaga Em Igreja Atualizada em 17 JAN 2019 - 10H01

Projeto da Pastoral da Criança incentiva brincadeiras coletivas e ao ar livre

‘Férias e Ruas do Brincar’ traz dicas de brincadeiras infantis para aproveitar as férias

As brincadeiras são essenciais para o desenvolvimento das crianças. Mais do que entreter a criançada, o brincar alicerça a aprendizagem e a sociabilidade. A Pastoral da Criança, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), incentiva que se organizem Ruas do Brincar.

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Durante as brincadeiras, as crianças aprendem lições como a sociabilidade, a capacidade criativa, partilha, alegria, bom humor e desenvolvimento da autonomia.



Brincar na rua pode auxiliar no desenvolvimento cognitivo, emocional e estimular as relações interpessoais das crianças. De acordo com o coordenador Internacional da Pastoral da Criança, Dr. Nelson Arns Neumann, na brincadeira, as crianças aprendem lições muito importantes, que depois levarão para a vida adulta, como a sociabilidade, a capacidade criativa e inventiva, a partilha, alegria e bom humor e, principalmente, desenvolvem a autonomia.

Brincadeiras ao ar livre

Dr. Nelson Arns advertiu que, nos dias de hoje, vêm diminuindo as oportunidades para as crianças brincarem, principalmente juntas e ao ar livre. Ele citou a longa jornada de trabalho dos pais, a violência nas grandes cidades, riscos do trânsito, a falta de saneamento e limpeza das ruas e as novas tecnologias como fatores que afetaram o modo de brincar das crianças.

Em grandes centros urbanos, a maioria das crianças tem pouco contato com a natureza e, segundo Arns, é o ar livre que a criança tem momentos de participação livre e ativa.

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“Por tudo isso, o desafio dos pais é criar momentos para que as crianças possam brincar juntas, em liberdade vigiada e ao ar livre. É possível, mas é preciso que as comunidades se mobilizem e juntas consigam espaços apropriados para que nossas crianças possam brincar e aprender desde cedo a importância da organização, mobilização e sociabilização comunitária”, recomendou.

A criança deve escolher a brincadeira

Existem muitas possibilidades de incorporar atividades lúdicas na rotina das crianças. O coordenador da Pastoral da Criança lembra que é importante deixar que os pequenos decidam, perguntem, escolham e encontrem soluções para a atividade que querem fazer, de modo que a brincadeira seja um momento de diversão, e não apenas um exercício.

“É por meio dessas escolhas que a criança, desde bem pequena, começa a exercitar o que chamamos de autonomia. A criança vai se tornando capaz de decidir o que é melhor para ela em determinados momentos, vai aprendendo a julgar o que ela gosta e o que ela não gosta de fazer, e isso contribui na formação dela em ser um cidadão crítico e consciente do que faz”.

Como organizar as Ruas do Brincar?

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Os adultos podem buscar estratégias para promover espaços seguros, mesmo que temporários, para essa finalidade, principalmente no período de férias escolares.

“Pode ser uma praça, a calçada um pouco mais larga de uma casa, um terreno limpo e seguro ou até a própria rua, desde que seja acordado com os vizinhos e a prefeitura. O importante é que as famílias participem juntas e levem as suas crianças para brincar ao ar livre”, completou Dr. Nelson Arns.

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Não é possível ocupar a rua toda? Que tal incentivar as famílias a sentarem fora de casa para conversar com os vizinhos e as crianças brincarem nas calçadas?

“Para as crianças, até um espaço que parece pequeno pode ser bem aproveitado, uma vez que a criatividade delas para inventar brincadeiras é infinita! Essa atitude simples pode ajudar as crianças a criarem vínculos e amizades na comunidade, bem como aproximar as famílias e vizinhos. E todos estarão contribuindo para o desenvolvimento pleno das crianças da comunidade”, recomendou.

O site da Pastoral da Criança possui uma lista de sugestões de brincadeiras saudáveis para os pequenos.

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