Por Polyana Gonzaga Em Multimídia

Ivone Pazza Barcelos, de Paiçandu/PR

Eu já tinha 3 filhos e não estava nos planos ter mais, até que 6 anos depois do último filho engravidei e logo nos primeiros meses, ao fazer o pré-natal, o médico constatou que aquele feto que estava em meu ventre seria uma criança deficiente e que o aborto seria uma solução.

Neste momento, o mundo parou, não encontrava o chão sob meus pés, mas disse ao médico que se Deus me deu este presente seria muito grata de ter este anjo que Ele confiou a mim.Saí do consultório sem rumo, mas a Mãe Aparecida estava comigo.

Comuniquei ao meu esposo que  me deu todo apoio e disse que cuidaria com muito carinho.Nesta noite sonhei com Nossa Senhora Aparecida que me mostrava um bebê e dizia: “Essa criança vai chegar ao mundo e dar uma lição de vida à muitos” pediu que tivessemos fé e paciência que Ela estaria ao nosso lado.

Dia 15 de março de 1981 minha filha Marta Fernandes Barcelos nasceu com 7 meses pesando 1,025 Kg e com 33 cm.

O corpinho ainda na cartilagem, com problemas cardíaco, pulmonar e portadora da síndrome de dow. Após o seu nascimento até os 4 anos de idade, Marta ficou praticamente no hospital, sendo que por duas vezes os médicos constaram óbito, mas graças a Deus ela voltou dos dois. Dos 4 aos 23 anos ela viveu com muita saúde, sabedoria e dignidade. Atuava em teatros, dançava, fazia os afazeres de casa, sempre sorrindo, cantando e a sua devoção pela Mãe Aparecida era muito forte, pois mesmo com todos os problemas ela rezava de manhã, de tarde e a noite a oração do Santo Terço.

A levei por 13 vezes ao Santuário Nacional de Aparecida, e a cada vez que ela chegava se emocionava e, de joelhos, em frente ao altar, agradecia por mais uma vez pisar no solo santo da 'Casa da Aparecida do Norte, como ela dizia.

Em seu quarto ela tinha dezenas e mais dezenas de imagens de Nossa Senhora. Após os 23 anos, Marta começou a adoecer, com problemas no coração, nos rins, pedra na visícula e no pulmão que não tinha forças para expelir nem o gás carbônico e por causa disso ela inchava e inchava, mas nunca desaminava e nem reclamava, apenas me dizia:  “Aparecida do Norte está aqui e já vai melhorar”.

Nesta época de dificuldades, minha filha sempre me dizia: “Mãe te amo, eu nunca vou morrer eu vou apenas dormir e a Aparecida do Norte vai me levar... está chegando a hora de dormir para sempre”.

E me pediu um vestido longo e branco.Assim ela se foi no dia 18/07/2008, enquanto eu estava na igreja aos pés do Santíssimo na reza do Terço, antes da missa que tem todos os dias de manhã em minha comunidade.Senti o perfume de rosas que perfumou toda a Igreja, e em meu coração, senti que a minha filha havia falecido. Saí, e voltando para a casa, um mistério aconteceu, a calçada do portão de casa até a sala estavam tomados por rosas, um tapete de rosas vermelhas e com o mesmo perfume que senti na igreja.Nossa Senhora levou para Deus este anjo que só soube amar e ensinar que ser diferente não é feio e nem triste.

Que perante ao nosso Pai somos todos iguais. Minha filha me ensinou muito mais do que eu ensinei a ela. Tenho muitas saudades dela, mas não sou triste pois sei que ela está bem e foi “dormir seguindo a Aparecida do Norte” como ela mesmo dizia. O céu ganhou mais um anjo,  eu e minha família somos felizes por ter convivido com  Marta que está em nossa memória e em nossos corações: pais, irmãos e sobrinhos.

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